( 1823  -  1864 )
 

Antônio Gonçalves Dias, nasceu em Caxias, no Maranhão, no Sitio Boa Vista.  Morreu aos 41 anos em um naufrágio do navio Ville Bologna, quase chegando ao Brasil , já nas Costas do Maranhão. Advogado de formação, é mais conhecido como poeta e etnógrafo.  Foi também um importante jornalista. Foi relevante para o teatro brasileiro e escreveu quatro peças.
 
Filho de um comerciante português e uma mestiça.
Inicialmente, por um ano, estudou com José Joaquim de Abreu, Depois iniciou seus estudos de latim, francês e filosofia em 1835 numa escola particular.
Trabalhava como caixeiro e ajudava na escrituração da loja do pai, que faleceu em 1837.
 
Com a morte do pai, foi estudar em Portugal, onde em 1838 terminou os estudos secundários.  Ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1840, retornando em 1845, após bacharelar-se.
 
Ainda em Coimbra, participou dos grupos medievistas da Gazeta Literária e de O Trovador. Onde compartilhou das ideias românticas de Almeida Garrett, Alexandre Herculano e António Feliciano de Castilho. A saudade motivou-o a escrever a Canção do Exílio, por estar tanto tempo fora de sua pátria.
 
 Foi ainda neste período que escreveu fragmentos do romance biográfico "Memórias de Agapito Goiaba", destruído depois pelo próprio poeta, por conter alusões a pessoas ainda vivas.
 
 
                                                                               
Capas de Alguns Livros
 
 
                   
  
                                                                
                                                              
 
Parte dos poemas de "Primeiros cantos" e "Segundos cantos"; o drama Patkull; e "Beatriz de Cenci", depois rejeitado por sua condição de texto "imoral" pelo Conservatório Dramático do Brasil, também foram escritos nessa época ainda em Coimbra.
 
No ano seguinte ao seu retorno ao Brasil, conheceu aquela que seria a sua grande musa inspiradora: Ana Amélia Ferreira Vale. Várias de suas peças românticas, inclusive “Ainda uma vez — Adeus” foram escritas para ela.
 
Nesse mesmo ano ele foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como professor de história e latim do Colégio PedroII.
 
Além de ter atuado como jornalista, contribuiu para diversos periódicos, como:  Jornal do Commercio, Gazeta Oficial, Correio da Tarde e Sentinela da Monarquia. Neles publicou crônicas, folhetins teatrais e crítica literária.
 
Em 1849 fundou com Manuel de Araújo Porto-Alegre e Joaquim Manuel de Macedo a revista Guanabara, que divulgava o movimento romântico da época.
 
Em 1851 voltou a São Luís do Maranhão, a pedido do governo para estudar o problema da instrução pública naquele estado.
 
Gonçalves Dias pediu Ana Amélia em casamento em 1852, mas a família dela, em virtude da ascendência mestiça do escritor, não aceitou o pedido. e o refutou veementemente.
 
No mesmo ano retornou ao Rio de Janeiro, onde casou-se com Olímpia da Costa. Logo depois foi nomeado oficial da Secretaria dos Negócios Estrangeiros. Passou os quatro anos seguintes na Europa realizando pesquisas em prol da educação nacional. Voltando ao Brasil foi convidado a participar da Comissão Científica de Exploração, pela qual viajou por quase todo o norte do país.
 
Voltou à Europa em 1862 para um tratamento de saúde. Não obtendo resultados retornou ao Brasil em 1864 no navio Ville de Boulogne, que naufragou na costa brasileira; salvaram-se todos, exceto o poeta, que foi esquecido, agonizando em seu leito, e se afogou. O acidente ocorreu nos Baixos de Atins, perto de Tutóia, no Maranhão.
 
 
 
Selo Comemorativo  
 
 
 
 
Gonçalves e os amigos
Manuel Araújo PortoAlegre e Gonsalves De Magalhães    
 
 
          
Mapa e Monumento em SãoLuis - Maranhão   
 
 
   
Rótulo de cigarro
 
 
 
                                                                                                                
Pensamentos
 
"Amizade! União,virtude,encanto,consórcio do querer,da força,da alma."
 
"Se o duro combate os fracos abate, aos fortes, aos bravos, só pode exaltar."
 
"Não chores, meu filho; Não chores, que a vida é luta renhida: Viver é lutar."
                                   ( Canção do Tamoio)
                                                                   Gonçalves Dias
 
 
Julgamentos Críticos:
 

De Alexandre Herculano

"Os primeiros cantos são um belo livro; são inspirações de um grande poeta. A terra de Santa Cruz, que já conta outros no seu seio, pode abençoar mais um ilustre filho. O autor, não o conhecemos; mas deve ser muito jovem. Tem os defeitos do escritos ainda pouco amestrado pela experiência: imperfeições de língua, de metrificação, de estilo. Que importa? O tempo apagará essas máculas, e ficarão as nobres inspirações estampadas nas páginas deste formoso livro.
 
Abstenho-me de outras citações, que ocupariam demasiado espaço, não posso resistir à tentação de transcrever das Poesias Diversas uma das mais mimosas composições líricas que tenho lido na minha vida. (Aqui vinha transcrita a poesia Seus Olhos.) Se estas poucas linhas, escritas de abundância de coração, passarem, os mares, receba o autor dos Primeiros Cantos testemunho sincero de simpatia, que não costuma nem dirigir aos outros elogios encomendados nem pedi-los para si".
 
                                                                       De José de Alencar

"Gonçalves Dias é o poeta nacional por excelência: ninguém lhe disputa na opulência da imaginação, no fino lavor do verso, no conhecimento da natureza brasileira e dos seus costumes selvagens" (Iracema)
 
De Machado de Assis

"Depois de escrita a revista, chegou a notícia da morte de Gonçalves Dias, o grande poeta dos Cantos e dos Timbiras. A poesia nacional cobre-se, portanto, de luto. Era Gonçalves Dias o seu mais prezado filho, aquele que de mais louçania a cobriu. Morreu no mar-túmulo imenso para talento. Só me resta espaço para aplaudir a ideia que se vai realizar na capital do ilustre poeta. Não é um monumento para Maranhão, é um monumento para o Brasil. A nação inteira deve concorrer para ele. (Crônicas em Diário do Rio de Janeiro, de 9 de novembro de 1894.)
 

* * * * *
 
Todas as obras

 
Poesia
1846: Primeiros Cantos, Rio de Janeiro, Laemmert.
1848: Segundos Cantos, Rio de Janeiro, Ferreira Monteiro.
1851: Últimos Cantos, Rio de Janeiro, Paula Brito.
1857: Os Timbiras, Leipzig, Brockhaus
1857: Cantos, Leipzig, Brockhaus. (contendo todos os cantos anteriores
e mais 16 novas composições sob o título de ‘’Novos Cantos’’).
1969: Lira Varia , in “Obras Póstumas’’, 1869. (poesias inéditas).

Teatro
1843: Patkull, in “Obras Póstumas’’, 1869.
1845: Beatriz Cenci, in “Obras Póstumas’’, 1869.
1846: Leonor de Mendonça, Rio de Janeiro, Villeneuve & Cia, 1847.
1850: Boabdil, in “Obras Póstumas’’, 1869.

Romance
1850: Meditação (fragmento), in Guanabara, Rio de Janeiro,
Tip. Guanabarense. Apareceria completo in “Obras Póstumas’’, 1869.
1843: Memórias de Agapito, in “Obras Póstumas’’, 1869.
1843: Um Anjo, in “Obras Póstumas’’, 1869.

Dicionário
1858: Dicionário da língua Tupi, Leipzig, Brockhaus.

Etnografia e História
1846: O Brasil e Oceania, in “Obras Póstumas’’, 1869.
1869: História Pátria, in “Obras Póstumas’’, 1869.
 (trata-se de uma coleção de críticas selecionadas
cujo título História Pátria é atribuída pelo organizador.

Falsas atribuições
Segura o Índio louco é um título
 que vem sendo falsamente atribuído à Gonçalves Dias
através da web internet, entretanto não existem fontes
que comprovem a sua existência, nem se terá existido.
Todas as obras do poeta foram publicadas por ele próprio
 ou postumamente as inéditas numa organização
 do seu amigo Antônio Henriques Leal à custódia da esposa do poeta.

 Obras notáveis
Canção do Exílio in Primeiros Cantos’’.
Ainda uma vez – Adeus” in Cantos’’.
Sextilhas de Frei Antão in Segundos Cantos’’.
Seus Olhos
Os Timbiras
I-Juca-Pirama in Últimos Cantos’’.
 
 
 
Canção do Exílio
Gonçalves Dias
 
 
Minha terra tem palmeiras,
Onde Canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorgeiam como lá.
 
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
 
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
 
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
 
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
 
 
Ainda Uma Vez - Adeus 
Gonçalves Dias
            
          I
Enfim te vejo! - enfim posso,
Curvado a teus pés, dizer-te,
Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei! Cruas ânsias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado
A não lembrar-me de ti!
                      II
Dum mundo a outro impelido,
Derramei os meus lamentos
Nas surdas asas dos ventos,
Do mar na crespa cerviz!
Baldão, ludíbrio da sorte
Em terra estranha, entre gente,
Que alheios males não sente,
Nem se condói do infeliz!
                      III
Louco, aflito, a saciar-me
D'agravar minha ferida,
Tomou-me tédio da vida,
Passos da morte senti;
Mas quase no passo extremo,
No último arcar da esperança,
Tu me vieste à lembrança:
Quis viver mais e vivi!
                      IV
Vivi; pois Deus me guardava
Para este lugar e hora!
Depois de tanto, senhora,
Ver-te e falar-te outra vez;
Rever-me em teu rosto amigo,
Pensar em quanto hei perdido,
E este pranto dolorido
Deixar correr a teus pés.
                      V
Mas que tens? Não me conheces?
De mim afastas teu rosto?
Pois tanto pôde o desgosto
Transformar o rosto meu?
Sei a aflição quanto pode,
Sei quanto ela desfigura,
E eu não vivi na ventura...
Olha-me bem, que sou eu!
                      VI
Nenhuma voz me diriges!...
Julgas-te acaso ofendida?
Deste-me amor, e a vida
Que me darias - bem sei;
Mas lembrem-te aqueles feros
Corações, que se meteram
Entre nós; e se venceram,
Mal sabes quanto lutei!
                      VII
Oh! se lutei!... mas devera
Expor-te em pública praça,
Como um alvo à populaça,
Um alvo aos dictérios seus!
Devera, podia acaso
Tal sacrifício aceitar-te
Para no cabo pagar-te,
Meus dias unindo aos teus?
                      VIII
Devera, sim; mas pensava,
Que de mim t'esquecerias,
Que, sem mim, alegres dias
T'esperavam; e em favor
De minhas preces, contava
Que o bom Deus me aceitaria
O meu quinhão de alegria
Pelo teu, quinhão de dor!
                      IX
Que me enganei, ora o vejo;
Nadam-te os olhos em pranto,
Arfa-te o peito, e no entanto
Nem me podes encarar;
Erro foi, mas não foi crime,
Não te esqueci, eu to juro:
Sacrifiquei meu futuro,
Vida e glória por te amar!
                      X
Tudo, tudo; e na miséria
Dum martírio prolongado,
Lento, cruel, disfarçado,
Que eu nem a ti confiei;
"Ela é feliz (me dizia)
"Seu descanso é obra minha."
Negou-me a sorte mesquinha...
Perdoa, que me enganei!
                      XI
Tantos encantos me tinham,
Tanta ilusão me afagava
De noite, quando acordava,
De dia em sonhos talvez!
Tudo isso agora onde pára?
Onde a ilusão dos meus sonhos?
Tantos projetos risonhos,
Tudo esse engano desfez!
                      XII
Enganei-me!... - Horrendo caos
Nessas palavras se encerra,
Quando do engano, quem erra.
Não pode voltar atrás!
Amarga irrisão! reflete:
Quando eu gozar-te pudera,
Mártir quis ser, cuidei qu'era...
E um louco fui, nada mais!
                      XIII
Louco, julguei adornar-me
Com palmas d'alta virtude!
Que tinha eu bronco e rude
C'o que se chama ideal?
O meu eras tu, não outro;
Stava em deixar minha vida
Correr por ti conduzida,
Pura, na ausência do mal.
                      XIV
Pensar eu que o teu destino
Ligado ao meu, outro fora,
Pensar que te vejo agora,
Por culpa minha, infeliz;
Pensar que a tua ventura
Deus ab eterno a fizera,
No meu caminho a pusera...
E eu! eu fui que a não quis!
                      XV
És doutro agora, e pr'a sempre!
Eu a mísero desterro
Volto, chorando o meu erro,
Quase descrendo dos céus!
Dói-te de mim, pois me encontras
Em tanta miséria posto,
Que a expressão deste desgosto
Será um crime ante Deus!
                      XVI
Dói-te de mim, que t'imploro
Perdão, a teus pés curvado;
Perdão!... de não ter ousado
Viver contente e feliz!
Perdão da minha miséria,
Da dor que me rala o peito,
E se do mal que te hei feito,
Também do mal que me fiz!
                      XVII
Adeus qu'eu parto, senhora;
Negou-me o fado inimigo
Passar a vida contigo,
Ter sepultura entre os meus;
Negou-me nesta hora extrema,
Por extrema despedida,
Ouvir-te a voz comovida
Soluçar um breve Adeus!
                      XVIII
Lerás porém algum dia
Meus versos d'alma arrancados,
D'amargo pranto banhados,
Com sangue escritos; - e então
Confio que te comovas,
Que a minha dor te apiade
Que chores, não de saudade,
Nem de amor, - de compaixão.
 
 


Seus Olhos
Gonçalves Dias
 
Seus olhos, tão negros, tão belos, tão puros,
 de vivo luzir,
estrelas incertas, que as águas dormentes
 do mar vão ferir;
 
seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
 de meiga expressão
mais doce que a brisa, — mais doce que a frauta
 quebrando a soidão.
 
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
 de vivo luzir,
são meigos infantes, gentis, engraçados
 brincando a sorrir.
 
São meigos infantes, brincando, saltando
 em jogo infantil,
inquietos, travessos; - causando tormento,
com beijos nos pagam a dor de um momento,
 com modo gentil.
 
Seus olhos são negros, tão belos, tão puros,
 assim é que são;
às vezes luzindo, serenos, tranqüilos,
 às vezes vulcão!
 
Às vezes, oh! sim, derramam tão fraco,
 tão frouxo brilhar,
que a mim parece que o ar lhes falece
e os olhos tão meigos, que o pranto umedece,
 me fazem chorar.
 
Assim lindo infante, que dorme tranqüilo,
 desperta a chorar;
e mudo, sisudo, cismando mil coisas,
 não pensa — a pensar.
 
Nas almas tão puras da virgem, do infante,
 às vezes do céu
cai doce harmonia duma harpa celeste,
um vago desejo; e a mente se veste
 de pranto co'um véu.
 
Eu amo seus olhos tão negros, tão puros,
 de vivo fulgor;
seus olhos que exprimem tão doce harmonia,
que falam de amores com tanta poesia,
 com tanto pudor.
 
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
 assim é que são;
eu amo esses olhos que falam de amores
 com tanta paixão.
 

Se te amo, não sei!
Gonçalves Dias

Amar! se te amo, não sei.
Oiço aí pronunciar
Essa palavra de modo
Que não sei o que é amar.

Se amar é sonhar contigo,
Se é pensar, velando, em ti,
Se é ter-te n'alma presente
Todo esquecido de mim!

Se é cobiçar-te, querer-te
Como uma bênção dos céus
A ti somente na terra
Como lá em cima a Deus;

Se é dar a vida, o futuro,
Para dizer que te amei:
Amo; porém se te amo
Como oiço dizer, — não sei.
 

————
 

Sei que se um gênio bom me aparecesse
E tronos, glórias, ilusões floridas,
E os tesouros da terra me oferecesse
E as riquezas que o mar tem escondidas;

E do outro lado — a ti somente, — e o gozo
Efêmero e precário — e após a morte;
E me dissesse: "Escolhe" — oh! jubiloso,
Exclamara, senhor da minha sorte! —

"Que tesouro na terra há i que a iguale?
Quero-a mil vezes, de joelhos — sim!
Bendita a vida que tal preço vale,
E que merece de acabar assim!"
Gonçalves Dias
 
 
 
 
Ao Poeta Gonçalves Dias
Nídia Vargas Potsch
(indriso )
 
Lutaste ferrenhamente contra o preconceito
do qual foste vítima. Mas perdeste sua doce amada
para este cruel, insidioso e feio embate...
 
Em teus primorosos e brilhantes poemas
exaltou a Terra Natal e Nossa Gente.
Machado bem o disse: "É um Monumento para o Brasil!"
 
Emoções retratadas, expressas em versos doridos...
Gonçalves Dias - Talento que sempre será aplaudido!
 @Mensageir@
 
 
 
 
Vídeos:
 
( Para complementar o texto  acima,
 se desejar ver mais acesse o Youtube. )
 
 
http://youtu.be/q7HjqfAGtH8  Gonçalves Dias 
 
http://youtu.be/1Jd_6Fk9yuI   Gonçalves Dias  - narrado
 
 
 
Créditos:

Texto e compilações: Nídia Vargas Potsch
Arte, Formatação : AugustaBS
Indriso:  Nídia Vargas Potsch
 
Bibliografia: 

1) Apostilas do Colégio Pedro II
(Organizada pelas Profas. de Artes Visuais do Colégio, onde me incluo) 
2) História Mundial da Arte 4  -  Do Barroco ao Romantismo -  Ed. Bertrand
3) Gonçalves Dias - Wikipédia.

Fontes: 

Consultas e Fontes: Wkipédia. 
Imagens e textos auxiliares do Google.
Videos - Youtube 
Música :  Chão de Estrelas -Waldir Azevedo
 
 
 
 
 
 
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