Hora de Histórias: Contos da Minha Vida em Família
 
 
 
FALANDO AO TELEFONE!
Nídia Vargas Potsch
 
 
Tenho uma amiga muito querida com a qual troco e-mails todos os dias. É sempre uma festa e uma alegria imensa
quando vejo o nome dela chegando na minha Caixa. No mês do seu aniversário, resolvi fazer-lhe uma surpresa. Consegui com um amigo comum, seu telefone e feliz da vida fui ligar pra ela... Nunca tínhamos nos falado por telefone.
Não conhecíamos a voz uma da outra.
 E vai daí, começaram as confusões... rs.
Usei o código internacional, o famoso DDI, seguido pelo código do país em questão, mais o número do telefone normalmente. E nada do "bichinho" chamar... Mais uma tentativa, infrutífera também. Como tinha que falar para uma parenta do mesmo local, liguei, achei estranho e consegui.  Comecei a olhar para o número recebido. Neste meio tempo, me lembrei que meu amigo, tinha me falado que o tal telefone era um celular. Pronto, havia algum "pepino" aí...
Fui ao catálogo antigo de endereços que ainda possuo. O código era diferente daquele que estava lá. Suspeitei de erro, lógico. Resolvi usar o número do catálogo velho, nada. Coloquei então, por vez,
um dos primeiros números que recebi e pasmem, a ligação completou... rs.
Acontece que o meu amigo me deu dois códigos antes do número do telefone... kkkk... e eu não sabia que para cada aparelho era um código diferente. Para o telefone fixo um, para o celular outro.
 Por isso toda a confusão criada. Acabei acertando por tentativa.
Por ensaio e erro.
Meia-Noite e alguns minutinhos mais:
Atende minha amiga do outro lado. -Olá!
-Oieeeeee querida, que bom falar com você, disse-lhe! Estou ligando para lhe desejar um Feliz Aniversário,
muita saúde, paz, amor tudo de bom que você merece. Sou eu, e me identifiquei dizendo-lhe meu nome.
Não sei porque cargas d´água a ligação estava péssima, se culpa da linha ou de algum dos aparelhos... Eu não entendia direito e ela não ouvia bem o que falávamos... para nosso desespero.
-Ah! É Mercedes, dizia? -Quem? Eu?
Sou Eu! rs... Não percebia o nome falado. Achei que era o meu e disse sim.
A confusão se formou... Ela por sua vez também pensava estar falando com outra pessoa. E toca a perguntar pela família, etc... -Como vão todos e a saúde? Até aí tudo bem... - E como correu a cirurgia? Aí danou-se! Olha a confusão formada. Consegui ouvir. - Cirurgia? Quem, você? Não, você! Eu? Ou ela ou eu estamos le lés, pensei, não tinha feito cirurgia alguma... -E fulano, melhorou? Quem?
-Não consigo te ouvir. -Nem eu tampouco!
-Então ligo outra hora, está bem? 
A ligação vai ficar muito cara
 e não estamos ouvindo. Não está adiantando nada. -Está bem, querida, obrigada por lembrar. -Feliz Niver, tudo de bom!
E desliguei o "famigerado" do telefone, antes que a conta fosse parar na estratosfera de tão cara.
Não consegui ouvir direito, não me fiz entender e ainda por cima
ela me confundiu com outra pessoa.
É azar demais!
Ó Vida! A surpresa foi-se pelo ralo!
Que frustração!
 
* * *
 
No dia seguinte, escrevi-lhe um e-mail, (muito mais garantido)
para lhe contar que tinha sido eu a autora da façanha de querer
fazer-lhe uma surpresa na virada da
 meia-noite... rs.
Ela, muito sem jeito, se desculpando
 pelo engano. Demos muitas gargalhadas
por conta disso. Que reboliço!
Até que a noite do mesmo dia retornei a ligação, agora com o código correto,
 para celulares, sem interferências de "fantasmas", e nos falamos
compreendendo e ouvindo uma a outra por uns bons 10  ou 15 minutos. 
Foi ótimo!
 
 
* * *
 
Quando falarem ao telefone,
 principalmente com logação DDI,
certifiquem-se que se identificaram claramente para que não haja
reboliços e confusões.
Mas que foi engraçado, lá isso foi...
 
 
@Mensageir@
Rio, 27/05/2009
 
 
 
Com Carinho, Nídia.
 
 
 
         

 

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