A ti, Mulher! 

Eugénio de Sá

 

 

Tanto de ti, mulher, queres consagrar

Tantos cansaços, tantos sofrimentos...

Quantos golpes de rins tu tens de dar

P’ra fazer face a tais cometimentos!

 

E se outros mais encantos não se mostram

Nesse teu rosto a sulcos retratado

É porque os mais desgostos se confrontam

Com o riso nos teus lábios, apagado!

 

Mulher e mãe, julgada e julgadora

Todos te flagelam, implacáveis

Quando dos males te apontam causadora

 

Mas os credos de Deus são insondáveis

E como Salomão, és sabedora

Que os dons do coração são indomáveis!

 

 

 

 

Mulher...
Coração implora
Razão diz, não
Alma cede.

                                NVPotsch

 

 

 

Sobre ti, Mulher!

Nídia Vargas Potsch

 

 

Recaem sobre ti, mulher,

mistérios insondáveis.

 Segredos que perduram por anos a fio

criando certos medos imutáveis.

 

Não há como apaziguar

 erros milenares.

 Certos acertos

 por mais lentos que sejam

acabarão acontecendo

mais dia, menos dia.

 

Com tudo isso, 

continua em sua feminilidade

a fazer valer amorosamente

 seus propósitos de coexistência.

Quase sempre é quem perdoa,

 sem nada pedir,

enxerga e intui longe,

 pois sabe pressentir...

 

Como o junco flexível,

pode até vergar,

mas vai até onde

 for possível continuar.

 

 

É capaz de explodir,

 também de ferir

e ser ferida em sua alma...

Porque é no âmago de seu ser que

faz morada a sedução,

 a sensualidade.

 

  Comandada pelo coração

tenta sempre decidir

sem perder um instante

 o foco da razão,

cria elos de ternura a sua volta e

Laços de Amor

que perduram  “ad eternum"!

 

@Mensageir@

Rio, 23/04/2012

 

Carinhosamente, Nídia.