Alma Prisioneira!
Nídia Vargas Potsch
 
 
Um pranto vadio escorre,
se espalha em torno...
O vazio toca-nos a alma
 como um sinal vermelho,
 tatuando-nos o espírito 
com dúvidas e acirradas dores...
 
É a ausência perturbadora do ser amado
que contra nossa vontade
ata-nos com grades invisíveis
tecendo insólita prisão
um tanto real na imaginação...
 
Este tresloucado sonhar,
esta paixão mal sã,
este gostar de estar com o amado
em todos os momentos,
afoga-nos em desejos insatisfeitos...
 
As promessas, por vezes, não cumpridas,
relevadas, todavia, por inúmeras razões,
afetam-nos fundo as emoções,
fazendo-nos presas fáceis e frágeis
da alquimia deste ardente querer...
 
Onde a luz ao fim do tunel?
 
@Mensageir@
Rio, 12/08/2011
Carinhosamente, Nídia.
 
* * *
 
 

Alma minha, subtil...

Eugénio de Sá

  

Que subtis refúgios a alma esconde

Quando  promíscuo o senso a perscruta

Sem saber nela como e nem aonde

Procurar causas do que o ser matuta?

 

Que ténues mecanismos serão esses

Que engenhosos, hábeis, perspicazes

Produzem na consciência tais reveses

Que calam os mais sábios e loquazes?

 

- É que, tendo a alma a tal prerrogativa

De se encontrar com o pélago da mente,

Mesmo sem do absoluto ser cativa,

 

Temos de considerar ser procedente

D?Espinosa a norma subjuntiva;

Que a alma é do divino consequente!

 
* * *
 
 
 

 

 

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