Quando me apresentar ao Criador,
Musas, acompanhai-me na partida,
P’ra que grite, na minha despedida:
- Fui homem, fui poeta e sonhador!...


E, a Deus, direi apenas: - Meu Senhor,
Convivi com as rimas, toda a vida,
E a poesia foi-me tão querida,
Que os versos eram dádivas de amor.


Escutei, no ribeiro, água a correr,
Admirei uma flor, sem a colher,
Ouvi o pintassilgo que me encanta.


Se me calam a voz, eu, por instinto,
Se não puder dizer tudo o que sinto,
Hei-de morrer com versos na garganta.


Parede – Portugal

 

 

 

 

 

Quando a minh’ alma já tiver partido
Pra ver as searas d'oiro do além
Já não farei, então, falta a ninguém
Ninguém se irá lembrar de eu ter vivido


Quando cessar no meu falar o canto
E os versos - mudo - não puder cantar
Ninguém no mundo se vai mais lembrar
Da minha vida, meu pesar, meu pranto

Mas…
Se estás feliz por ter-me conhecido
Se eu te trouxe algum contentamento
No dia de hoje ou em algum momento

Também fico feliz por haver nascido

 

 

 

 

 

A hora da partida pode nos surpreender
Queria chegar leve a este alvorecer
Levando comigo bagagem partilhada
Deixando a trama em ti tatuada...

Não quero partir sem deixar num ritual
A magnitude do carinho essencial,
Que pode estar na magia sutil dos versos
ou talvez por despertar olhares inversos...

Portanto...
Se conseguirmos chegar a um consenso
Foi com certeza por houve amor intenso.
Quero agradecer-te a paixão sem privações
Que teceste na magia de nossas emoções.


@Mensageir@
Rio, 18/11/2012

 





Arte e Formatação:
AugustaBS

 

 

 

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