Desnudando Verbos
Auber Fioravante Júnior
 
Elevo-me pela magia do sempre,
A criatura do Criador,
Alforriando espelhos, migrando
Das palavras ao mensurar da lua
Erguida ao seu olhar!
 
Desnudando verbos e centelhas,
Encontro-te toda alva violeta
Girando, colhendo flores,
Aconchegando ao seio o beijo,
Sussurros, nasceres incondicionais!
 
Como um suave mistério,
Deixo-me afogar entre as letras,
Surgindo da luz, da tela exposta
No peito, na fantasia quase imortal
Da vela propagando a fugida dor!
 
Passam as nuvens
E o céu estrelando-te feito música
Para os ouvidos, poesia para o sentimento,
Elegendo o risco para o pranto,
O rabisco para sorriso de amar!
 
25/08/2011
Porto Alegre - RS

 

 

 
 
 

 

Verbos rendilhados...
Nídia Vargas Potsch
 
 
Na orgia das palavras
os verbos surgem em forma de prece.
Orações inacabadas sussurradas a esmo...
O intuito é  de aconchegar-se, o mais possível,
ao regaço do Criador... pela Criatura que sofre...
 
E no verbo franjado de amor
percebe a magia desse encontro
que um olhar meigo revela
mas não acontece...
 
E no encantamento das palavras não ditas
como pétalas suaves das flores,
Teu perfume esparge por todo canto,
camuflando suave melodia ouvida ao acaso...
 
E passos ecoam nas nuvens do
meu pensar, do meu querer,
na fantasia desta alma que devaneia...
 
E as horas da madrugada passam
vertiginosas criando expectativas frustradas,
emoções desencontradas rolando em cristais
soltos pela face que espelha amor infindo,
num sorriso doce porém amargo...
 
 
@Mensageir@
Rio,26/08/2011

 

 

 

 

 
Créditos
 
Imagem Banco de dados Google
 Poema & Arte
Auber Fioravante Júnior
Música Wav
Royal Philharmonic Orchestra - Yesterday

 

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