MORENA

Nídia Vargas Potsch

 

 

 

Sou Morena não, mas risonha, brejeira,

Longos cabelos cacheados ao vento

Olhos de gata, porte de princesa faceira

Tecendo sonhos alinhavados ao relento...

 

Atada a ti sem vergonha ou medo

Aspirando teu perfume vindo do mar

Tutelada de corpo e alma neste enredo

Cujo alento é em teus braços mergulhar...

 

Se te olho com cobiça ou malícia

Jeito aflitivo destes instantes eternizar

Talvez seja forma velada de carícia

Pra guarida dos teus braços aportar...

 

E nas falas em silencio imaginadas

Fábulas são engendradas a despertar

Desejos de seduzir com candura de olhar

Com ternas e sensuais emoções enraizadas...

 

@Mensageir@

Carinhosamente, Nídia

 

 

 

* * *
 
 

 

MORENA DOIRADA

Eugénio de Sá

 

 

Morena, a tua pele doirada ao sol

P'las doçuras do beijo do astro rei

Nos tons d´oiro das tardes de arrebol

Faz de ti a poesia que sonhei

 

E de noite banhado p'lo luar

Esse moreno viço é realçado

P'la brancura do teu esvoaçar

Das mais finas cambraias envergado 

 

Envolves-me o olhar embevecido

Quando, morena, me queres provocar

E fica-me o desejo entontecido

Ao decorar-te o porte ao caminhar

 

Ah; morena de olhar esmeralda

Que fazes deste pobre coração

Quando nele a extasia se desfralda

e lhe drapeja ao vento a emoção?

 

 

Portugal

Novembro

2006

 

 

 

 

 

 

 

 

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