Pugnando!
Nídia Vargas Potsch

 


Por onde começar?
Pelas crianças, ou pelos adultos empedernidos?
Pela Esperança ou pela Desconfiança?
Como chegar ao Coração, ao Âmago da Alma
que silente chora tantos descalabros,
tanta miséria e dor?
Por que será que o Homem nada aprende
e apreende com a consequência de seus atos,
sejam eles impensados ou premeditados...
mas, de qualquer modo, hediondos...
Seria necessário um novo dilúvio,
inúmeros tsunamis, um cataclisma sem precedentes
para que o Homem entenda, de uma vez por todas,
que devemos respeitar a Casa onde moramos?
Como combater com vigor as atrocidades,
a violência, os desmandos, as destruições inenarráveis da Natureza,
que pede "Socorro" faz tempo?
Ao Poeta, cabe o grito lancinante de alerta,
de vergonha e dor por não conseguir alcançar
ouvintes atentos, e sim ouvidos inescrupulosos,
que fazem desta Terra, uma Aldeia onde
o proveito próprio está em primeiro lugar.
Mas se esquecem que, se deixam "ALGO"
para seus herdeiros, no ataúde só levam o invólucro de carne poder...
Triste sina!
Se não berrarmos nossa indignação, quem o fará?
Se formos omissos, quem reivindicará por nós?
Vendas nos olhos nos fazem fracos, displicentes,
anulam nossa capacidade de raciocinar...
Não nos tornemos frágeis e alienados!
Precisamos mostrar a todos nossa indignação,
contar e cantar nossos protestos,
mesmo que pacíficos, através das letras
que tanto amamos... da palavra escrita...
que é nosso eficiente instrumento de comunicação,
nossa arma mais letal e ao mesmo tempo harmoniosa,
legando paz, amor e esperança aos leitores
que nos entendem e respeitam...
Deixemos que a Natureza Livre
recite suas próprias poesias.
Dias melhores hão de vir!

Que a Paz desça sobre nossas cabeças
para que possamos refletir
e ao menos transmitir um pouco mais de Luz
aos nossos descendentes...

E que as bênçãos de Deus estejam sempre conosco!



@Mensageir@
Rio, 12/03/2011
 




@Mensageir@
Rio, 12/03/2011






Homem-Fera
Odir, de passagem



Enclausurado à terra, o homem tenta
ser maior que o espaço primitivo,
onde consuma o tempo de ser vivo,
onde devasta a vida em morte lenta.


Ontologicamente, assente,inventa
intrínsecas cisões e,intuitivo,
concebe-se abissal e destrutivo
na hipertrofia d’alma,que aparenta.


A matéria, as metástases consomem
no desejo orgiástico do homem
que do ego dispensa o salvatério.


Faustiana visão de um lobisomem
que suga à vida o sangue, sem que domem
do homem-fera o mítico mistério!



JPessoa/PB
oklima

 

 

 

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