Macular das Marés
Auber Fioravante Júnior
 
Observando o céu
Numa constante brilhante,
Alço-me em preitos oratórios,
Preces acalantando o peito,
O silêncio do luar!
 
Clave,
Nota, graviola,
Longas vestes de cetim
Esvoaçando pelo emanar do tempo
Criando em cada toque um tranta
Renascendo em nostalgia!
 
Por entre as dunas
A flor dos templos rege a sinfônica,
Sublimando versos e delírios, 
O lúdico prazer eternizando
A esperança de navegar e navegar
Pelo idílico macular das marés!
 
No cálice,
És o meu vinho tinto,
Minha Neverland dos gemidos
Contando uma história por beijos
E úmidos elementos
Reagindo ao cosmo da paixão!
 
Do amor...
A musa, a menina, a mulher,
A poesia d"alma,
O poema do coração,
Os mares, as terras,
Enfim, o vivo sentimento!
 
 
18/05/2011
Porto Alegre - RS

 
 
 
 
No Recôndito das Marés...
Nídia Vargas Potsch
 
Deu-se o encontro
verbalizado, cantarolado,
murmurado para a lua cheia,
constelações oníricas,
catando as preces fugidias
dos oratórios das paixões...
 
 
Foi um preito que se deu
para alçar vôos infinitos
de gozos permanentes
com notas de harmonias perfeitas
colhidas pelo tempo escasso...
 
No abraço há tanto tramado
entremeado de desejos
entrelaçado com a nostalgia
vivenciada em dunas loucas
desta simfonia de amor
cujos delírios os transportam
por templos de paixões ancestrais...
 
Aladas e lúdicas,
nos gemidos e sussurros
que apenas atentos ouvidos percebem...
E o macular da maré joga
na areia morna
dissolvendo-o em saudades...
 
@Mensageir@
Rio, 18/05/2011
 
 
 
Créditos
 
Misted Imagem: Banco de Dados Google
Texto & Arte
Auber Fioravante Júnior
Musica Wav
Simon & Garfunkel
Scarborough Fair

 

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