Inocência Perdida
Auber Fioravante Júnior
 
Até quando meu Deus
O raio vai cortar a vida,
Irá perder a esperança no olhar?
 
Até quando?

A voz divina que deu a luz,
está em silêncio!
 
Chega de dor, lágrimas sofridas...
Ah! Inocência perdida...
A bola perdeu seu amigo,
O campinho está vazio...
 
Para onde foram estas vidas?
 
Chega de gritos, agonia incontida...
Ah! Inocência perdida...
A boneca está em sua mãe,
Falta o reflexo no espelho...
 
Onde estão nossos anjos?
 
Até quando vamos ouvir este som
De horror sem comunhão,
Quantas estrelas ainda
Perderam seu sorriso, seu sonho?
 
Chega de morte sem razão.
 
07/04/2011
Porto Alegre - RS
 
 
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ALMAS PERDIDAS
Maria Thereza Neves
 
em movimentos lentos
almas sonolentas
adormecidas
foram
e
s
c
o
a
n
d
o
e s v a i n d o
arrancada
das próprias entranhas


sem vida-emoção 
v a g a  matéria
carne sem alma
sonâmbula da ilusão
tentando encontrar alguma razão


do abismo profundo
do caos que sufoca-devora
dos gritos-prantos
do berro eco que vai e não volta
choro sem ter mais lágrimas
pelo ausente-oco-coração
por tantas almas perdidas! 

Jamais devolvidas !
07/04/2011
 
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Ás crianças indefesas!
Nídia Vargas Potsch
 
Sonhos,
Ideais desfeitos,
Derrubados, arrasados
Em segundos macabros...
Almas dando adeus,
Sorrisos apagados,
Lágrimas escorerendo soltas
À medida em que
Muitos anjos
Vão virando estrelas...
 
@Mensageir@
Rio, 07/04/2011
 
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Créditos
 
Imagem Flores Banco de imagens Google
Poema & Arte 
Auber Fioravante Júnior
Musica Wav
Beatles - Imagine

 

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