INDIFERENÇA

 

Ana Kilesse

 

 

A indiferença é como lança

Que crava o peito

Como espinho...

Que fere a mão

Que acaricia a flor...

 

 

De que adianta

Todo amor desprendido

Se não conseguimos

Transpor barreiras

Impor limites?

 

 

Fazer com que sejamos notados

Os olhos podem até não ver

Mas o coração

Tem que sentir

O que vai ao intimo do ser.

 

 
 
 

DESPREZO

 

Eugénio de Sá

 

 

É lança mergulhada em peito aberto

Que franqueámos a um bem sonhado

E incautos fomos ao sonho liberto

Deixando o coração triste e magoado

 

 

Que isto d?amar alguém tem dois sentidos

Dar-nos é condição, mas esse amor

Não pode ser vivido entre gemidos

Também nos é devido igual calor

 

 

Ser desprezado é mal imperecível

Não se degrada c?o passar do tempo

Muda um carácter, fá-lo menos crível

Pla memória que arde em fogo lento

 

 

E ao menor sinal que isso aconteça

Devemos a nós próprios a assumpção

Que se deve acabar, pois que pereça

Esse amor que nasceu no coração

 

 

 

 

TRAIÇÃO!!

 

Nídia Vargas Potsch

 

 

Agulhadas finas te sangram o peito

com a dor de uma traição.

Penetram fundo, vão até a alma,

atingindo no caminho o coração...

A dor aumenta num crescendo,

não vai embora. Intensifica...

Não te deixa em paz.

Maltratando, espezinhando,

esmurrando tua vaidade,

aumentando a sensação de rejeição,

carcomendo teu orgulho e

continua corroendo-te por dentro

até não poder mais...

A dor é tamanha

que a emoção estanca.

Não há nem lágrimas,

nem pensar coerente.

Somente um vazio, um estupor...

O caos se instala.

Olhar baço e vago que nada vê.

Mas como não podia deixar de ser,

martelando a cabeça,

fica a maldita pergunta no ar:

Onde foi que eu errei?

Será que errei?

 

@Mensageir@

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                        
Créditos
Criação, Arte e Formatação
Ana Maria Kilesse

Tutorial creado por

 Niria Mercader

 

 

 

 
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