Coração às Cinzas...
Nídia Vargas Potsch
 
 
 
 
 
O farfalhar da seda pura e nobre
no vai e vem do caminhar
já dizia da pressa ao andar...
 
A janela aberta de onde se divisava
a aurora, o romper de mais um dia
com as estrelas se despedindo, uma a uma,
nada, nada deste espetáculo diurno
era capaz de aquietar sua alma.
 
Coração amarfanhado, pisoteado,
jogado aos escombros do pensamento, ficou.
Olhos baços, vidrados, mãos tremeluzentes
 feito pavio aceso de toco de vela,
tudo levava a crer que a espera fora longa...
 
Nem a paisagem inspiradora possuía o dom
de a fazer sorrir... só pequeninas lágrimas a rolar
como pequeninos pedacinhos de estrelas.
 
Como prisioneira num sótão abandonado,
contasse as horas de um tempo findo,
cansou e cabisbaixa sentou-se.
Nas falas do silencio,
 tendo a solidão como testemunha,
apagou a luz, chorou baixinho toda sua dor...
 
Uma voz ao longe tiro-a da letargia
com apenas uma palavra mágica:
-Amor... Voltei!
A luz propagada foi como um elixir,
tão intensa como um bálsamo,
um indulto de última instância...
-Estou aqui, respondeu!
 
@Mensageir@
Rio, 07/02/2012
 
Carinhosamente, Nídia.
 
 
 
 
 
 
 
 
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Poema & Arte
Auber Fioravante Júnior
Musica Wav
vangelis - la petite fille de la mer
 
 
 
 
 
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