Labirinto de Ilusões!
Nídia Vargas Potsch



Escondi-me,
enveredei-me
num labirinto de ilusões,
cercada de verde,
de flores campesinas,
açoitadas pelo vento
de lembranças
e dores de amores
que se foram e
entalhadas a fogo, ficaram.
Nesta dança atrapalhada,
ao virar as esquinas,
desejando impedir os tropeços havidos,
e não mais me machucar,
corri, tentei voar, não sei,
acho que me afoguei,
talvez não quisesse remar...
Atrapalhei-me
entorpecida por vívidas recordações,
observando este estreito espaço,
envolvida,
preenchida por desejos, angustias, medo,
senhora do meu padecer,
enclausurada nesta solidão,
entre paredes de saudades infindas
que vez por outra voltam a me atormentar.
Ilhada, nessa sensação poderosa, etéria, vibrante
de energia cósmica de almas,
que o próprio amor agita, provoca,
volteia e sufoca.
Inundada por emoções contraditórias,
não contidas,
que explodem a todo instante
pra fora de mim...
Desejando sair... querendo ficar...



@Mensageir@
Rio, 13/11/2006
Código do texto: T29089

 

 


 

 

 

 

 

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