Ao ler um poema da querida Amiga Theca Angel me veio à mente a frase inicial
que despertou em mim sensações estranhas de lembranças que guardadas
ficaram sem dizer...  mas agora vieram á tona... sem querer...
Com sua licença, amiga, segue abaixo o texto.
 
 

 

 

 

Quantas noites, madrugada adentro, me pego

na tentativa de versejar o amor,

encontrar o melhor verso,

uma rima, talvez ajustada e perfeita,

em ritmo extravagante e sinuoso,

que não se associe apenas com dor,

mas nada me satisfaz...

 

Ora as palavras me faltam

ora saem desconexas, sem sentido algum,

criando amontoado de frases acéfalas,

sem nexo... indesejadas...

 

"Tantas vezes a cismar noite adentro"...

 

A tentar escolher o melhor momento,

aquele instante mágico de inspiração

em que o encantamento nos arrebata

em incríveis volteios...

 

Mas nada acontece por acaso, penso!

Ah, pensamento, voltado em sua direção,

se torna um prisioneiro amoroso...

Não me deixa livre para refletir e organizar

a bagunça em que está meu coração...

 

E eu, aflita, quieta, querendo alcançá-lo

através de uns simples versos,

só consigo planar em ácidas palavras

que não me deixam sair do lugar comum,

para envolvê-lo na beleza irrefutável

de um poema de amor...

 

@Mensagei@

Rio, 25/02/2013

 

 

Arte e Formatação:

AugustaBS

 

 

 

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