O FASCINANTE UNIVERSO
DAS ARTES D'ALMA
Nídia Vargas Potsch
 

A ARTE ROMANA 
 
 

   "Enquanto o Coliseu estiver de pé, Roma há de viver...
 ...E quando Roma Cair, cairá o Mundo!"
                                                     Byron  (1788- 1824)
 

Assim nasceu Roma... A Lenda!
 
 

Existe uma lenda sobre a fundação de Roma, onde dois irmãos Gêmeos, alimentados por uma loba, seriam responsáveis pela criação da cidade. A lenda é muito interessante. Sabemos que ela pode ter um fundo de verdade porque arqueólogos encontraram indícios de uma pequena muralha e que datam da mesma época da fundação de Roma. Uma vez assegurada a defesa, a cidade procurou imediatamente estender o seu poderio bélico e conquistador para todas as regiões vizinhas. Dominaram assim o povo grego e muitos outros, criando os municípios romanos.
 
Quem desejar ler na integra a famosa lenda da Criação de Roma, basta acessar o Google.
 
 
 
Introdução:
 
Os romanos dominaram militarmente grande extensão do mundo antigo conhecido. E os gregos estavam incluídos nessa dominação. Os romanos aproveitaram dos gregos muitas de suas idéias sobre arquitetura, religião, literatura, teatro, política e artes plásticas, pois tinham por eles, grande admiração. Fizeram suas próprias modificações e acréscimos às idéias gregas e espalharam-nas pelos confins do seu Império. Sob a influência dos gregos, Roma deu à Civilização Ocidental os fundamentos da lei, da ordem, da arte, e da disciplina intelectual. Mas junto do ideal de beleza, os romanos se preocupavam muito em expressar a realidade vivida. Com o tempo, Roma superou as influências que recebeu, desenvolvendo então criações artísticas bastante originais. A união dessas duas culturas fez surgir a arte clássica ou grego-romana.
 
 
 
Mapas ilustrando a extensão do Império Romano:
 
 
A formação do Império Romano:
 
 
 
As setas vermelhas indicam a decadência do Império por invasão de outros povos:
 
 
Características da Arte Romana:
 
"Eram um povo de tal modo guerreiro e em contínuas lutas internas e externas, que não podia ter a educação do belo e da arte, que só a paz permite florescer!" ( João R.C. da Siva )
 

 
1)  Um ideal de beleza não era preocupação dos romanos e sim dos gregos. Eles se preocupavam em retratar a realidade. Queriam contar histórias verdadeiras. Exaltar seus feitos de guerra, suas conquistas e falar sobre seu dia a dia, porque para os romanos o importante era o Cidadão Romano.
 
2)  Sua Arte era essencialmente prática.
 
3)  A Arquitetura estava mais de acôrdo com o caráter dos romanos do que a escultura e a pintura. A arte de construir estava diretamente ligada as necessidades dos romanos, voltada para o espírito positivo que esteve na origem do seu poderio.
 
4)  Foram os responsáveis pela criação das Leis, do Direito, criaram o Forum romano, Espaço Público onde os senadores e cidadãos discursavam.
 
5)  Para nós, o romano, é mais um soldado do que um poeta e filósofo, mais ambicioso e realista do que um artista, mais um homem de negócios do que um intelectual ou um pensador.
 
6) Os trajes romanos variavam de acordo com as classes sociais.
No início da história romana havia  forte influência do povo etrusco. Os trajes etruscos se pareciam com os cretenses, com o uso da túnica-veste costurada e um tipo de toga que feita com um semi-círculo de pano, às vezes esta “toga” era retangular e formava uma espécie de
capa.
vestimentas ricas
 
As Mulheres e os Homens:
 
As mulheres usavam uma veste longa e justa, sem cinto, que poderia ter uma meia manga ou uma abertura nas costas, fechada por fitas e sobre esta veste usava-se uma capa longa e retangular. As roupas femininas eram muito semelhantes às masculinas, exceto pelo uso de um corpete macio conhecido como strophium. A túnica era mais comprida do que a masculina e chegava até os pés. Podia ser feita de lã, linho ou algodão e as romanas ricas usavam de seda. Ao contrário do que pensa seus trajes eram coloridos: vermelhos, amarelo e azul eram as cores preferidas e também costumavam ser ornamentados com uma franja dourada ou ricamente bordados. Sobre a túnica usava-se a stola parecida com a toga, era usada em público. Era comum cobrir a cabeça em público, mas os penteados eram muito importantes para as romanas, e se tornaram muito elaborados na época de Messalina, requerendo os serviços de uma ornatrix, que passava horas arrumando os cachos das senhoras em mechas e num coque conhecido como tutulus. Os cabelos louros eram uma moda e mulheres de cabelos escuros faziam descolorações, também era comum o uso de perucas e apliques. Os luxos das jóias era também apreciado, homens e mulheres as usavam. Técnicas como esmaltagem e damasquinagem foram trazidas do oriente, e as mulheres usavam brincos, colares, pulseiras, tornozeleiras, anéis e tiaras para o cabelos em ouro, pedras preciosas, marfim e até camafeus.
 
Vestimentas femininas
 
         
Vestimentas variadas femeninas e masculinas
 
 
  
Anel e brinco de esmeraldas
 
   
 Brincos e conjunto feminino
 
 Brincos e conjunto feminino
 
 
   
 anel   e   bracelete
 
Jóias variadas  (observem os detalhes)

 
A Toga:
 
A toga, permaneceu como característica marcante dos trajes romanos.  A toga era essencialmente usada pelas classes superiores, pois exigia habilidade para drapeá-la em volta do corpo e impedia atividades mais vigorosas. Os senadores eram conhecidos por suas togas brancas. Menino romanos livres usavam uma toga com uma borla roxa até atingirem a puberdade, a toga praetexta, então em uma cerimônia era substituída pela toga virilis branca. Durante períodos de luto ou cerimônias religiosas usava-se uma toga de cor escura. Por volta de 100 d.C a toga começou a diminuir de tamanho.
 
    
Túnicas variadas
 
Senado
 
 
Trabalhadores e Soldados:
 
Trabalhadores e soldados usavam somente a túnica, sem a toga por cima. Quando esta túnica possuía mangas era chamada de dalmática e quando era totalmente bordada era chamada palmata. Os romanos com suas rígidas tradições não aprovavam as calças curtas nem as compridas adotadas pelas tribos bárbaras. Mas acabaram sendo aceitas principalmente pelos soldados.
 
         
Soldado romano            Trabalhadores e suas roupas
 
 
Os Cabelos:
 
No inícios os romanos usavam barbas, mas a partir do século 2 a.C começaram raspá-la, tornando-se este costume universal. Os cabelos eram curtos, mas os mais elegantes os anelavam cachos com pinças quentes.
 
       
Cabelos variados. Aqui observamos os diversos estilos de penteados.
 

Os Calçados:
 
Na Roma Antiga, sapatos eram indicadores de status social e riqueza.                  
 
Os romanos usavam sandálias, a princípio muito simples, feitas com uma peça de couro não tingida, e presa por tiras. Eram usadas pela maioria dos cidadãos romanos mas não pelos escravos. Os escravos não possuiam direito de andarem calçados, por isso andavam descalços com seus pés cobertos de giz ou cal/gesso. Dentro de casa romanos usava-se chinelos, que podiam ter variadas cores e até pedras preciosas como os usados por Nero. Nos dias chuvosos usava-se coturnos e botas fechadas uma influência gaulesa. Alguns patrícios usavam calçados com sola de prata ou ouro sólido, enquanto plebeus se contentavam com clogs ou sapatos rústicos com solas de madeira.  Quando cidadãos romanos de alto escalão eram convidados à uma festa, eles tinham alguém para carregar suas sandálias na casa do anfitrião. Os menos afortunados carregavam seus próprios sapatos, porque era considerado rude manter os calçados de caminhar nos pés. Como a cama era usada para cear,os calçados eram removidos para fazer a refeição e depois colocadas de novo após deixar a mesa.
 
 
  
sandália romana               Estilos romanos de sandálias  
 
Servos ou escravos com os pés descalços.
 
Moedas Romanas:
 
 
As moedas romanas em circulação durante a maior parte da República e do Império Romano do Ocidente, incluíam o áureo (aureus, em latim), de ouro; o denário (denarius), de prata; o sestércio (sestertius), de bronze; o dupôndio (dupondius), de bronze; e o asse (as), de cobre. Estas denominações foram utilizadas de meados do século II a.C. até meados do século III d.C  Após as reformas, as moedas em circulação passaram a ser, basicamente, o soldo (solidus), de ouro, e algumas denominações menores de bronze, até o fim do Império Romano do Ocidente. A autoridade para cunhar moeda pertencia, primordialmente, ao governo central em Roma, que emitia moedas de metal precioso. As províncias romanas podiam cunhar moedas de bronze (de menor valor, portanto). Algumas províncias orientais cunhavam moedas de prata, mas apenas para circular em seu território e para atender uma necessidade local. O conteúdo de metal precioso nas moedas romanas variou ao longo da história, geralmente para baixo. O mesmo ocorreu com o valor corrente da moeda.
 

       
 
 
A Educação Romana:
 

“Um aposento sem livros é um corpo sem alma”
                                            Marco Túlio Cícero
 
Nas sociedades escravistas de Roma e Grécia o trabalho manual é desvalorizado, enquanto o intelectual constitui privilégio da aristocracia. Assim: os educadores buscam formar o homem racional, capaz de pensar corretamente e se expressar de forma convincente. (Modelo adequado à elite dirigente).
 
Enquanto na pedagogia grega há uma valorização da visão filosófica sistematizada ou o predomínio da retórica, em Roma, a reflexão filosófica não merece atenção de maneira sistemática, onde os romanos adotam uma postura mais pragmática, voltada para o cotidiano, para a ação política e não para a contemplação e teorização do mundo (Domínio da retórica sobre a filosofia).
 
Não existia democratização. A Educação dava ênfase à formação moral e física (formação do guerreiro).

 
Pintura em vaso retratando a Educação
 
 
O ideal de Direitos e Deveres. O texto base da Educação Romana, segundo Cícero, foi por muito tempo o das Doze tábuas, fixado em 451aC., no bronze e exposto publicamente no fórum, para todos tomarem conhecimento e verem. Nele sublinhava-se o valor da tradição (o espírito, os costumes, a disciplina dos pais) e delineava-se um código civil baseado no Pátrio poder.
Como modelo educativo as tábuas fixavam a dignidade, a coragem, a firmeza como valores máximos, ao lado da piedade e parcimônia. Os civis romanos eram, porém formados antes de tudo em família pelo papel central do pai, mas também da mãe, por sua vez menos submissa e menos marginal na vida da família em comparação com a mulher grega. A mulher em Roma era valorizada como manter famílias, portanto reconhecida como sujeito que controlava a educação dos filhos confiando-os a pedagogos e mestres. Diferente, entretanto, é o papel do pai, cuja autoridade inconteste, era destinada a formar o futuro cidadão. Esta autoridade era exercida com dureza, abarcando cada aspecto da vida do filho desde a moral até os estudos, as letras e a vida social.
 
 
Pintura em vaso retratando a Educação
 
"Os filhos dos homens, dentre todos os animais jovens,
são os mais difíceis de serem tratados."        
 
    Platão
 
A pedagogia em Roma está voltada para questões práticas. Surge por volta do século I a.C com Cícero, Sêneca e Quintiliano.
 

Fases da Educação Romana:
 
1. Latina original, de natureza patriarcal;
2. Influência do helenismo criticada pelos defensores da tradição;
3. Fusão entre a cultura romana e a helenística.
 
A fusão das culturas romana e helenista estimulam o bilingüismo: as crianças passam a aprender grego e latim.Em todas as épocas permanecem alguns aspectos da antiga educação: o papel da família, representado pela onipotência paterna (não destituída de afeto); a ação efetiva da mulher (célebre tipo da “mãe romana”).Na Antiguidade, a família não era nuclear como a nossa, mas extensa (composta por pais, filhos solteiros e casados, escravos e clientes dos quais o paterfamilias é proprietário, juiz e chefe religioso). Até os sete anos as crianças permanecem sob os cuidados da mãe ou de outra matrona, “mulher especial”.Depois dos sete anos, as meninas continuam no lar aprendendo os serviços domésticos, enquanto o pai se encarrega pessoalmente do filho.O menino acompanha o pai às festas e aos acontecimentos mais importantes, ouve o relato das histórias dos heróis e dos antepassados, decora a Lei das Doze Tábuas, desenvolvendo a sua consciência histórica e o patriotismo.O menino aprende a cuidar da terra, trabalho que coloca lado a lado o senhor e o escravo. Aprende a ler, escrever e contar. Torna-se hábil no manejo das armas, na natação, na luta e na equitação.Aos 15 anos, o menino acompanha o pai ao foro, praça central onde se faz o comércio e são tratados os assuntos públicos e privados, e em torno do qual se erguem os principais monumentos da cidade, inclusive o tribunal, onde aprende o civismo.Aos 16 anos, o jovem é encaminhado para a função militar ou política. ( Educação - voltada mais para a formação moral, que intelectual) A Aprendizagem baseada na vivência cotidiana, entremeada de exemplos que reforçam a importância da imitação de modelos representados pelo pai e pelos antepassados.
 
 
A Escola de Atenas, de Rafael.
 
A Religião:
 
O Pantheón Romano e Seus Principais Deuses:
 
Roma começou com um Pantheón de Deuses e Deusas reconhecidamente de inspiração Grega, em que os todo-poderosos Júpiter (o Zeus grego), Vénus (Afrodite), Marte (Ares) – o Deus romano da guerra, eram os principais. Os Deuses continuavam com emoções e sentimentos como qualquer mortal. E a Mitologia também representava  uma  poderosa força.
          
             Pantheón visto de frente                                         Pantheón e sua abóbada - Panini
 
 
A Mitologia Romana se divide em duas partes ou fases:
 
A primeira, e mais antiga, trata-se de uma apropriação propriamente dita da mitologia grega alterando apenas o nome dos deuses, mas mantendo seu significado.
                                                                                                               
A segunda, antiga e mais ritualista, funcionava de forma diferente da grega. Os romanos adotavam em sua vida uma força divina conhecida como numen, indefinida e presente em todas as coisas. O Pax Deorum, era um rito religioso estabelecido com os deuses romanos, que muitas vezes era consistido de invocações, danças e até sacrifícios (muito comuns nesta época da historia, onde os homens se sacrificavam em prol de alguma causa, riqueza, conquistas etc...)
 
Além destas divindades (e de outras) os Romanos veneravam os deuses Lares e Penates, que protegiam a casa e as propriedades, os Manes espíritos dos antepassados e Vesta deusa do fogo doméstico. Eram também adorados deuses relacionados com as forças da Natureza, como Júpiter (Deus dos céus e das tempestades) e Ceres (Deusa das colheitas). Assim podemos concluir que a religião Romana estava ligada à vida familiar e ao culto dos antepassados. À medida que Roma se expandiu e contactou com outros povos, foram sendo assimilados deuses «estrangeiros». O panteão Romano foi assim aumentando. A principal influência religiosa recebida pelos Romanos veio dos Gregos. Muitos dos deuses venerados na Grécia passaram a ser adorados por todo o Império, embora com outros nomes.

Equivalência dos Deuses Gregos e Romanos: 
 
Grécia Roma Atributos principais
Zeus Júpiter Rei de todos os deuses, senhor do universo, céu e tempestades.
Hera Juno Rainha de todos os deuses, protetora das mulheres, do casamento e do parto
Afrodite Vénus Deusa do amor e da beleza feminina.
Ares Marte Deus da guerra
Hades Plutão Deus dos mortos, das riquezas, do inferno.
Poseidon Neptuno Deus dos mares
Eros Cupido Deus do amor e da paixão
Apolo Febo Deus da poesia, da música, da beleza masculina
Ártemis Diana Deusa da caça, dos animais selvagens, muitas vezes relacionada ao ciclo da lua.
Deméter Ceres Deusa da Terra, da colheita, da agricultura
Dionísio Baco Deus das festas, do vinho, do prazer, do lazer.
Hermes Mercúrio Mensageiro dos deuses, protetor do comércio
Hefesto Vulcano Deus dos metais, da metalurgia, do fogo
Crono Saturno Deus do tempo, justiça e força.
Héstia Vesta Deusa do fogo eterno,  do lar.
 
 
Vestal

– Deusa romana muito antiga que presidia ao fogo no lar doméstico, o centro da casa. Era a chama do fogo nacional, que ardia no templo do Fórum e que jamais se devia apagar (as responsáveis para que não se apagasse a chama eram as sacerdotisas Vestais que eram obrigadas a guardar a virgindade).
 
 

Culto
 
Nasceu, entre os romanos, do desejo sincero de apaziguar a ira dos deuses. De todos os povos antigos, foram os mais meticulosos nas suas cerimônias, principalmente em Roma. Qualquer gesto imperfeito ou fórmula mutilada irritaria os deuses.
 
Os sacerdotes
 
Pontífices – Derivaram o seu nome de «pontem facere» por terem a seu cuidado a conservação da Ponte Sublícia. Durante a realeza, eram em número de cinco sob a presidência do Sumo Pontífice, e redigiam o calendário.
 
Flâmines – Dedicados especialmente ao culto.
 
Áugures – Interpretavam a vontade dos deuses.
 
Vestais – Obrigadas a guardar a virgindade, não podiam permitir que se apagasse a chama da Pátria.
 
 
 
As festas religiosas eram:
 
Ceriálea – Em honra de Ceres, deusa dos frutos
Saturnália – Em honra de Saturno, deus das sementeiras
Vinália – Em honra de Líber, o deus da vinha
Lemúria – Festa fúnebre para apaziguar os espíritos dos mortos.
 
Os Romanos eram também muito supersticiosos. Tentavam conhecer a vontade dos deuses através de práticas de adivinhação feita pelos Áugures; procuravam indícios sobre as intenções divinas em diferentes acontecimentos que poderiam ser: vôo das aves, um vento mais frio, o traçado de uma estrada, em sinais existentes nas entranhas de animais sacrificados, principalmente no fígado. Os sacerdotes romanos estabeleciam periodicamente os dias bons e maus, de sorte e azar, dias fastos e nefastos. Ninguém se atrevia a tomar decisões importantes nos dias nefastos. De áugures vieram as expressões "bons augúrios" e "mau agoiro".
Os crentes Romanos encaravam a religião de um ponto de vista utilitário: faziam ofertas e sacrifícios aos deuses a troco de protecção e favores. O culto dos deuses era celebrado na própria casa romana, presidido pelo pater famílias (o pai). Nos vários templos existentes nas cidades, as cerimônias do culto eram presididas por sacerdotes-magistrados, que dispunham de grande autoridade e eram muito respeitados. O imperador era o supremo sacerdote, isto é, pontifex maximus.
 
A religião Romana tradicional deixava em muitas pessoas uma certa frustração e o desejo de se entregarem a manifestações religiosas mais espiritualizadas. Não admira, portanto, que começassem a ter êxito em Roma os novos cultos de mistérios, relacionados com crenças muito complexas, provenientes do Oriente, que prometiam uma vida eterna para além da morte. Nos últimos tempos do Império, ganharam muitos adeptos os cultos de divindades orientais, como Ísis (do Egipto) e Mitra (da Pérsia). Vinda também do Oriente, no século I d.C. uma nova religião propagar-se-á por todo o Império. É o Cristianismo.
 
 
Alguns deuses romanos
 
 
 
Continuação
 
2ª  A arquitetura
3ª  Os gladiadores
4ª  Os legionários
 
 
 
 
 
 

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