O FASCINANTE UNIVERSO
DAS ARTES D'ALMA
Nídia Vargas Potsch

 
 
O Renascimento
                                                                     ( Parte - 3 )
 

      A Pintura da Europa Setentrional

 

 

Mapa para localização

e mapa mercantil da época

 

O Renascimento Nórdico ou do Norte é o termo que melhor se aplica para descrever o Renascimento da Europa Setentrional.

Os artistas do século XV, no norte europeu, não cultivaram fontes intensivamente clássicas, nem mostraram a predileção para o abstrato e para sistemas teóricos de representação que caracterizaram a arte italiana. Todavia, a transformação radical das tradições artísticas na Europa setentrional, que aconteceu durante os séculos XV e XVI, embora não seja comparável àquilo que surgiu na Itália, pode ser descrita adequadamente como um Renascimento. Os principais: Hubert e  Jan van Eyck; Dürer, Hans Holbein, o Velho e o Moço; Hieronimus Bosch;  Bruegel.
As idéias italianas espalharam-se pela Europa Setentrional  ( parte sul da Bélgica, Holanda, Luxemburgo). No século XV as cidades de Tournai, Ghent, Bruges, em Flandres, eram grandes centros de comercio de lã, de tecelagem e do fabrico de tapeçarias. Isto significava que além dos aristocratas, muitas pessoas da classe dos comerciantes tinham dinheiro suficiente para gastar no tipo de luxo que eram considerados os quadros.

Enquanto os artistas italianos ainda usavam a têmpera, na Flandres já se utilizavam os óleos. A tinta a óleo seca muito mais lentamente, permitindo ao artista trabalhar melhor e retocar seu trabalho quantas vezes precisassem.  E enriquece também as cores.

 

Artistas mais Famosos

Albrecht Dürer viajou pela Itália, ficou impressionado com as idéias ilatianas e quis divulgá-las a outros artistas. Uma forma de divulgação de idéias encontrada  foi a execução de gravuras das pinturas e a tiragem de muitas cópias. Além de um grande pintor, Dürer foi também um dos primeiros gravadores.

 


Aquarela de um coelho - Dürer

 

Os retratos eram populares na Europa Setentrional. Jan Van Eyck era exímio nos pormenores. Numa de suas pinturas em retratos como o do casamento de Giovanni Arnolfini e sua esposa (1534, Galeria Nacional, Londres), esta técnica foi usada com extremo refinamento e uma execução de detalhes minuciosa, texturas delicadas, além dos efeitos luminosos dados ao ambiente. Podemos ver: os chinelos de quarto, a fruta, o pêlo do cão, e ao fundo, no espelho, refletida, podemos ver toda a cena atrás. Van Eyck, o mestre supremo da escola holandesa, é reconhecido como tendo sido o primeiro a explorar o enorme potencial da nova técnica de pintura a óleo. Para alguns críticos é considerada sua obra prima o Retábulo de Ghent ( 1432, Igreja de São Bavo, Ghent)

 
 


 Detalhe do quadro do casal Arnolfini

 

Já Hieronymus Bosch é o pintor dos pesadelos. Muitas de suas pinturas estão cheias de pormenores e detalhes estranhos. É tida como pintura alucinatória. Parecem deslocadas porque na época os pintores retratavam a beleza e a nobreza da humanidade. No seu quadro sobre o inferno vemos algumas criaturas estranhas e horrendas, que ele imaginava.

 
 


Chefe dos monstros

 

Hans Holbein, o jovem ( seu pai também era artista), era outro alemão conhecedor da arte italiana. Foi para a Inglaterra onde trabalhou para Henrique VIII, que ficou tão impressionado com as pinturas que lhe deu o título oficial de pintor da corte. A grande maioria de seus quadros são retratos. Sua principal função era pintar os membros da família real. Foi o mais completo retratista da sua época.

 
 


Sua família - 1528

Pieter Brugel, um pintor flamengo, era famoso por suas pinturas de cenas do cotidiano, como crianças brincando, pintava pessoas comuns, muitas vezes feias, ou a trabalhar ou a se divertir.

 
 


 A queda de Ícaro

 

Com a importância ascendente de novas escolas de pintura nas cidades de Bruxelas, Louvain e Haarlem, que vieram rivalizar com Bruges, a pintura continuou a florescer nos Países Baixos durante a segunda metade do século XV.


Os Pintores de Veneza

Nos finais do século XVI, em Veneza, que estava muito isolada e era diferente do restante da Itália, os artirtas desenvolveram o seu estilo próprio ou "escola"   Os artistas venezianos, tal como os da Alta Renascença. estavam particularmente interessados na cor e na luz.  A grande maioria deles pintava retábulos, que ainda se encontram nas Igrejas Venesianas. O artista veneziano mais famoso e brilhante foi Ticiano, que contribuiu para a moda dos retratos de corpo inteiro, como vimos anteriormente.

                                       

                                                   

                                                       Papa Paulo III                                             Retrato de Lavínia

            

A Pintura nas Telas

As telas começaram a ser muito utilizadas em substituição aos painés de madeira maciça, que eram muito pesados e grandes. Elas tinham que ser esticadas e revestidas de goma antes de serem pintadas. Com o tempo, as telas deterioravam-se, sobretudo se ficassem muito úmidas ou secas demais. Nos nossos dias, os restauradores de pintura conseguem conservá-las transferindo-as para uma nova tela.

 
 
 


Tela sobre cavalete e paleta do pintor

 Mais leve e fácil de transportar.

 

Como se espalhou a idéia do Renascimento

O renascimento foi anunciado pela obra do pintor Giotto (Florença), no início do século XIV (fase também designada por proto-renascimento). No início do século XV, ocorreu a emergência de novos valores e artistas inovadores como Masaccio (pintura), Donatello (escultura) e Brunelleschi (arquitectura). Simultaneamente, o filósofo e escritor humanista (também artista plástico) Leon Baptista Alberti registou muitas das novas ideias nos seus tratados sobre pintura, escultura e arquitectura. Estas novas ideias rapidamente se disseminariam por toda a Itália, originando-se muitos novos centros culturais, sob a protecção de patronos. No século XVI, Roma ultrapassava Florença como pólo de actividade criativa e inovadora, tornando-se a capital do renascimento pleno.

 

                        

                    Giotto                                     Masaccio                                            Donatello             Filippo Brunelleschi

 

 Na Europa setentrional, o espírito renascentista revelou-se na pintura dos irmãos van Eyck, no início do século XV. Posteriormente, Dürer afirmaria um espírito científico e uma grande curiosidade intelectual, levando para a Alemanha os ideais do renascimento, após as suas viagens a Itália e impondo novod cânones de representação da figura humana. Por outro lado, artistas como Cellini, Rosso Fiorentino e Primaticcio introduziram novos modelos renascentistas em França, através do seu trabalho em Fontainebleau. Hans Holbein, o Jovem, levaria também a Inglaterra alguns dos novos princípios artísticos, no século XVI.

                                                      

                                                                                            

                                                   Benvenuto Cellini   -  saleiro                Rosso Fiorentino  

               

Artistas Portugueses

 

Em Portugal, já no reinado de D. João I se verificava o contacto de artistas portugueses com as inovações técnicas e estéticas então emergentes em Itália, assim como a existência de artistas italianos (ou de formação italiana) convidados a trabalhar em Portugal, mas o gosto renascentista atingiu o seu auge sobretudo a partir de inícios do século XVI, reflectindo também influências flamengas e até alemãs. Na arquitectura, são exemplo do gosto italiano a Casa dos Bicos, em Lisboa (1523). No chamado «estilo manuelino» encontram–se elementos renascentistas (como no claustro do mosteiro dos Jerónimos). Arquitectos portugueses ou activos em Portugal foram João e Diogo de Castilho, João de Ruão, e Diogo de Torralva (convento de Tomar), Francisco de Arruda (que trabalhou na torre de Belém), Miguel de Arruda (capelinha da Penha Verde, em Sintra, e Igreja da Graça, em Évora), Manuel Pires e António Rodrigues. Na escultura, destacaram–se alguns estrangeiros, como João de Ruão, Chanterenne, Hodarte, João Alemão. Entre os portugueses encontram–se Diogo Pires, o jovem (túmulos de João da Silva, o velho, e de Aires da Silva), Diogo de Castilho, Tomé Velho (capela de São Teotónio, na sala do capítulo de Santa Cruz de Coimbra). Os túmulos reais são das obras de escultura mais significativas deste período.

Na pintura, a área de maior destaque no renascimento nacional, destacam–se as obras atribuídas a Nuno Gonçalves (como o célebre políptico de São Vicente), e ainda os nomes de Vasco Fernandes (da oficina de Viseu), Francisco Henriques (painéis da igreja de São Francisco de Évora), Frei Carlos, o mestre anónimo autor dos painéis do convento de Tomar (que provavelmente não seria português), o dito «mestre do sardoal», Jorge Afonso, Garcia Fernandes e Cristóvão de Figueiredo. Destaca–se ainda, neste período, a arte do retrato, surgida entre nós no século XV, e símbolo de cultura humanista (exemplo do retrato de «D. João I» e dos retratos dos painéis de São Vicente). Em Portugal teve ainda um grande desenvolvimento, neste período, a iluminura (Leitura Nova, série de livros encomendados por D. Manuel); a cartografia a que se aplicaram frequentemente iluminuras (Família Reinel, Fernão Vaz Dourado) e o vitral (Luís Dias), de que se encontram exemplos no mosteiro da Batalha, centro que fez escola. Nas artes decorativas, destacam–se a célebre custódia de Belém, o relicário de D. Leonor, várias peças de baixela, e a tapeçaria (série da «Descoberta da Índia», reflexo do período histórico de então, conjugando épica e exotismo). Estas artes reflectiam, em geral, um gosto sumptuário da corte. De referir ainda são as várias artes resultantes do contacto português com outros povos, como a chamada arte indo–portuguesa ou a arte afro–portuguesa, que se reflecte nas mais variadas formas de criação artística.

 

Nuno Gonçalves - Painés de S. Vicente

 

Francisco de Holanda - A ceia do Senhor

 

Vasco Fernandes - S. Pedro, o pontífice - 1506


A Arquietura Renascentista

O fiorentino Filippo Brunelleschi (1377-1446) foi quem apresentou a nova concepção renascentista na arquitetura. Ele assimilara, durante longo tempo, as formas clássicas e Góticas e adaptara-as à sua época, edificando as igrejas do Espírito Santo, de São Lourenço e a cúpula da Catedral de Santa del Fiore, em Florença. Contudo, não foi na época de Brunelleschi que a arquitetura renascentista atingiu seu ponto culminante, foi um pouco mais tarde, na primeira metade do século XVI. Também não foi em Florença, onde nascera, mas em Roma, que atingiu a sua plenitude.

 


Brunelleschi  -  projeto de Igreja Esp. Santo, Florença.


Em Roma, durante toda a primeira metade do século XVI - a Alta Renascença -, um arquiteto talentoso como Giuliano de Sangallo (1445-1516) uniu seu gênio ao do pintor Rafael Sanzio (1483-1520) para, juntos, dirigirem os trabalhos da Basílica de São Pedro.
Ainda em Roma, o arquiteto Bramante, cujo verdadeiro nome é Donato D'Agnolo (1444-1514), criou um tipo todo original de abóbada para a Igreja de Santa Maria das Graças, e ainda deu lições ao escultor, pintor e arquiteto Michelangelo Buonarroti (1475-1564). Vignola - como se chamava artisticamente Giocomo Barocchio (1507-1573) - edificou a Igreja de Jesus, que, pelo movimento de suas linhas e pela abundância de adornos, já prenunciava o barroco, estilo que vigorou no século seguinte.

 

                                                                                       Bramante  -  tempietto

 

As duas formas arquitetônicas - Gótica e Renascentista - conviveram durante mais de duzentos anos, após o que seriam de certa eclipsadas pelo barroco. Se no princípio rivalizavam entre sí, logo mais passaram a completar-se. Os adornos, os elementos decorativos, a forma das colunas Góticas desapareceram, em favor da decoração renascentista. contudo, muitas das grandes obras renascentistas não poderiam ter surgido sem o conhecimento da técnica do gótico.

       

                 
                Capralora                     

                                              

                                     
                                      Vila Medicea   - Itália                                                         Palazzo Médici - Itália

 


Queens House - Greenwich - Inglaterra

 

                                   

                                           
                                      Vila Aldo Brandini                                                        Vila Retonda

 

Diferenças entre elas

 

1- O arco ogival ou em ponta é típico do estilo gótico e permitia sustentar abóbadas elevadas. O arco renascentista, ao contrário do arco gótico, tinha a forma curvilínea, de pura inspiração romana clássica.

2- A coluna Gótica, constituída de feixes de pilares, devia servir de sustentáculo à estrutura da abóbada.A coluna renascentista, simples, com capitéis coríntios, foi empregada na construção de pórticos e arcadas.
3- Nas abóbadas Góticas, arcos ogivais encontram-se no alto e se apoiam em colunas: é a abóbada de nervuras.A bóbada renascentista tem a forma de um semi-círculo formando um teto liso ou ainda em quadros.

4- A janela Gótica, alta e estreita, tem vitrais coloridos e frontões bastante pontiagudos. A janela renascentista, quadrada e mais ampla que a Gótica, tem o vidro transparente e incolor, dando maior claridade.
OBS: pelo Renascimento adentro, o que preponderou nas construções religiosas e leigas da Itália foi o estilo renascentista, mas a técnica da construção Gótica foi de grande valia para os feitos dos grandes arquitetos italianos.
          

                      

                                                               

                           
     Planta baixa das igrejas 

 

                         
Pela mesma época (do século XV ao XVI) desenvolveu-se, fora da Itália, um estilo arquitetônico misto, combinação do renascentista e gótico. Os primeiros elementos renascentistas introduzidos nas construções dos países europeus, principalmente nos da Europa setentrional, foram os motivos de decoração. Mais tarde, por volta de 1540, a arquitetura nesses lugares passou a inspirar-se diretamente nas fontes clássicas.
Surgiu então, na França, uma arquitetura renascentista inconfundível, cujos melhores exemplos são a fachada interna do Museu do Louvre, obra de Pierre Lescot (1510-1578), e o Castelo de Anet, projeto de Philibert Delorme (1515-1570).
Em Portugal, o gótico aliou-se a elementos mouros, preludiando o estilo português renascentista conhecido como manuelino, nome derivado do soberano Manuel, o Venturoso. Os arquitetos espanhóis interpretaram o renascimento à sua maneira: desprezaram a simplicidade e a harmonia de equilíbrio dos edifícios italianos, e, ao lado de enfeites renascentistas, empregavam com profusão e fantasia motivos árabes, sobretudo na ornamentação de igrejas e palácios. Como seu trabalho era semelhante às obras de um ourives (platero, em espanhol), esse estilo recebeu o nome de plateresco. Seus exemplos mais típicos encontram-se em Toledo (Hospital de Santa Cruz), em vários palácios de Castela e na célebre Universidade de Salamanca.

 

 
 

Torre de Belém, 1514
 
 
 


Casa dos bicos - Portugal

 

 

Conclusão

 

A importância do movimento renascentista foi enorme. Houve um questionamento cultural, político, econômico e religioso, como falamos anteriormente, do homem.  Ele volta, portanto, a ser o centro de todas as atenções e representações artísticas. A perspectiva, o claro-escuro, o retrato, o realismo das cenas e a introdução do nu artistico foram grandes conquistas dessa época. A arquitetura e a escultura também tiveram grande importância nesse período. Basta observar as cúpulas das Igrejas e as esculturas de Miguelângelo.

As universidades e o livro impresso ajudaram a difundir o espírito do movimento que se espalhou pela França, Países Baixos e Sacro Império Romano-Germânico e, em seguida, pela Escandinávia e por último Inglaterra, no final do séc XVI. Escritores e humanistas, tais como François Rabelais, Pierre de Ronsard e Erasmo de Roterdã foram grandemente influenciados pelo modelo da Renascença italiana e fizeram parte do mesmo movimento intelectual. Durante o Renascimento na Inglaterra, que coincidiu com o Período Elisabetano, escritores como William Shakespeare e Christopher Marlowe, produziram trabalhos de influência duradoura. O Renascimento chegou à Polônia diretamente trazido da Itália por artistas de Florença e dos Países Baixos, dando início ao Renascimento na Polônia.

A velocidade de transmissão do Renascimento em toda a Europa  pode também ser atribuída à invenção da prensa móvel. O seu poder de difundir conhecimentos reforçou a pesquisa científica, espalhou ideias políticas e no geral impactou o curso do Renascimento no norte da Europa. Tal como na Itália, a imprensa aumentou a disponibilidade de livros escritos nas línguas locais e a publicação de textos novos ou clássicos em grego e latim. Além disso, a Bíblia tornou-se largamente disponível em vários idiomas, um fator muitas vezes atribuído à expansão da Reforma Protestante.

 

 

* * *

 

 

 

Renascença!
Nídia Vargas Potsch
( indriso)
 
A semente foi plantada, solo fértil!
A árvore frutificou, doces frutos,
Lançados, cairam maduros pelo caminho...
 
Espalhou-se pelo mundo conhecido
Toda Europa aderiu e italianou-se
Enfim, o Renascimento, vingou!
 
Basta uma boa idéia, haverão seguidores...
Já era tempo do Humanismo se impor!
 
@Mensageir@
Mar/ 2012

 

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Vídeos

( para complementar o que foi explicado acima )

                                 

                                                                     http://youtu.be/cWKztNRX1c0  -  arquitetura
 
 
http://youtu.be/vGskHBiqnHA    -  arquitetura 
 
                                                                     http://youtu.be/M2LgmxdycHg  -  Geral
 
 
                     http://youtu.be/UvkMgYlWjQ8   -  renasc Cultural  Falado
 
 
                                                                   http://youtu.be/W7kNVZ-Wthg  -  falado
 
 
 
 
Qualquer pergunta ou dúvida, por e-mail, ok?
Obrigada, NVP.
 
 
 
E estamos chegando quase ao final
dos textos e trabalhos sobre o Renascimento.
Deixei a parte que mais gosto para o final
e espero que vocês também a apreciem junto comigo!
Até o mês que vem, com o último capítulo desta matéria!
 
 
 
Créditos:

Texto e compilações: Nídia Vargas Potsch
Arte, Formatação : Marilda Ternura
 
Bibliografia: 

1
) Apostilas do Colégio Pedro II
(Organizada pelas Profas. de Artes Visuais do Colégio, onde me incluo) 
2) História Mundial da Arte - O Renascimento - Bertrand Editora. Vol 3
3) Arte Comentada - Carol Strickland, Ph. D
4) Para entender a Arte - Robert Cumming - Ed. Ática.

Fontes: 

Consultas e Fontes: Wikipédia. 
Imagens e textos auxiliares do Google.
Videos - Youtube
Música : Renascentista - Coração Valente

 

 

 

 

 

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