Albrecht Dürer 
( 1471-1528 )
 
 
 
auto retrato - ( Aos 28 anos )
 
 
 
 
 
Quem foi Dürer
Contexto Social da Época
 
 
Albrecht Dürer, alemão de Nuremberg, nasceu em 21 de maio de 1471 e veio a falecer em 6 de abril de 1528. Foi gravador, pintor, ilustrador e matemático. Como teórico da arte, foi provavelmente o mais famoso artistas do Renascimento Nórdico, tendo influenciado artistas do Séc. XVI no seu país e nos Países Baixos. No campo das artes gráficas não tinha rival. Suas xilogravuras, consideradas revolucionárias pára a época, são marcadas pelo estilo gótico. É considerado como o primeiro grande mestre da técnica da aquarela, principalmente nas paisagens que representava. Seus interesses no Espírito Humanista do Renascimento variavam bastante, abrangindo diversos campos do Saber: geografia, arquitetura, fortificação e geometria.
 
 
Brasão da família
 
 
Foi nomeado pintor da corte em 1512 pelo Imperador Maximiado I. Depois da morte do Imperador, partiu para os Países Baixos, visitou diversas cidades, conheceu muitos pintores e homens de letras como o Erasmo de Roterdã.
 
Voltando a Nuremberg se interessou pelo estudo da teoria da arte italiana e autores que o antecederam, criando assim tratados sobre proporções humanas, perspectiva e geometria como elementos estruturais da obra artística.
 
Existe uma quantidade apreciável de documentos pessoais e autobiográficos, como cartas, textos e desenhos, acompanhados de anotações minuciosas que nos permitem uma boa compreensão da sua obra. Documentação esta enriquecida por diversas fontes que derivam da fama conquistada por  Dürer  ainda bem jovem.
 
 
Frontispício de livro com monograma e assinatura de Dürer.
 
 
Curiosidades
Seus primeiros anos
 
Dürer foi o terceiro filho e o segundo de 18 irmãos.
 
Como era costume na época, depois de estudar algum tempo, Dürer foi trabalhar na oficina do pai como aprendiz na arte de ourivesaria. Onde seu pai era o Mestre Ourives. Foi então que utilizou pela primeira vez o cinzel gravando adornos em peças de prata e ouro. A técnica da gravura não é muito diferente usando-se neste caso, a folha de cobre que servirá para imprimir o papel, usando-se uma prensa. Sabe-se que os melhores gravadores do Séc XV começaram como ourives.
 
Seguir a profissão do pai, seria o normal, mas ele demonstrou enorme talento aos 15 anos de idade, começando como aprendiz de Michael Wolgemut em 1486 onde trabalhou por três anos. Ao mesmo tempo em que aprendia a pintar com Michael Wolgemut aprofundava seus conhecimentos sobre técnicas de gravuras em metal e em madeira, criando um estilo próprio.
 
Na oficina de Wolgemut
 
Wolgemut era, então, o artista mais conceituado de Nuremberg com uma grande oficina  onde eram executadas as obras mais diversas, principalmente xilogravura para livros. Nesta primeira etapa formativa, o jovem Dürer herdou os ensinamentos da arte alemã do século XV, legado onde estava bem presente a pintura flamenga do gótico tardio.
 
Dürer chamou a si a tarefa de conciliar a difusão das idéias humanistas com a pintura flamenga,  fornecendo um modelo onde seus compatriotas combinassem o interesse empírico pelos detalhes nacionalistas com os aspectos teóricos da arte italiana. Em diversas publicações, Dürer defendeu que a geometria e as medidas eram a chave para a compreensão da arte Renascentista Italiana e, através dela, a arte clássica.
 
 
O cavaleiro, a morte e o diabo - 1513
 
Suas Publicações
 
 
O padrinho de Dürer era Anton Koberger que abandonou a carreira de ourives para se tornar num importante editor e impressor, provavelmente no ano do nascimento de Dürer. Chegou a possuir em torno de vinte e quatro presas móveis e várias tipografias dentro e fora da Alemanha. Sua publicação mais famosa, Crônicas de Nuremberg de Hartmann Schedel de 1493, continha um número sem precedentes de xilogravuras ( 1809 ) executadas na oficina de Wolgemut , onde dürer era aprendiz. Provavelmente Dürer trabalhou neste projeto recebendo uma formação exaustiva quanto à execução de desenhos em placas de madeira.
 
 
Estudo do auto retrato
 
 
Dürer de turbante - auto retrato
 
 
 
 
 
Enquanto durou o Renascimento, o sul da Alemanha  tornou-se o centro de numerosas publicações sendo freqüentes os pedidos de gravuras.
 
 
Suas Viagens e as  Obras de Destaque
 
Como era costume entre os jovens alemães que acabavam seu período de estudo, Dürer empreendeu uma viagem que lhe permitiu conhecer o trabalho de outros artistas. Partiu em 1490 e retornou quatro anos depois. Passou pela Alemanha e Paises Baixos, Alsácia, Basiléa e Estrasburg. Chegando a Colmar tentou arranjar colocação na oficina do pintor Martin Schongauer o mais importante gravador do Norte da Europa. Mas Dürer desconhecia que o artista tinha morrido no ano anterior a sua chegada. Mas estudou seus trabalhos com os irmãos de Schongauer.
 
Dürer executou ilustrações para várias publicações, entre as quais, A nave dos loucos de 1494 de Sebastian Brant. Durante esta primeira etapa de sua vida, até sua volta a Nuremberg em 1494, a sua obra reflete grande facilidade no traço do desenho e uma observação minuciosa dos detalhes. Qualidades estas que ressaltam nos retratos por ele executados em ponta de prata de 1484., atualmente na Galeria Albertina, em Viena.
 
 
Mãos em oração
 
Aos treze anos fez um auto-retrato que se encontra na Alemanha na Universidade de Erlangen em 1941.  Em 1493 ( está no Louvre - Paris )  num retrato mais tardio onde se auto representa como um jovem mais confiante, o qual foi enviado para sua noiva em Nuremberg.
 
Auto retrato aos 13 anos
 
Em setembro de 1494 Dürer viajou para Veneza, na Itália, onde executou inúmeras aquarelas de paisagens com grande rigor de detalhes como se pode ver, por ex. - Vista do Castelo de Trent que se encontra na National Gallery, em Londres. Neste mesmo ano de 1494, dia sete de Julho, casou-se com Agnes Frey filha de rico burguês de Nuremberg. A qual tinha enviado um auto retrato que é mostrado abaixo no ano de 1493. Um ano antes do casamento ser realizado.
 
Auto retrato enviado à noiva.
 
Tal como Leonardo da Vinci, os temas naturalistas o atraíam muito tendo executado alguns excelentes estudos de animais e plantas que deram origem a desenhos e aquarelas. O mais conhecido de todos é a Jovem lebre, pintado em 1502.
 
A jovem lebre
 
Sua Oficina
 
De volta A Nuremberg abriu sua própria oficina em 1495.  Entre a abertura da oficina e o ano de 1505 Dürer  realizou um grande número de obras especialmente as xilogravuras. Entre elas: ilustrações do Apocalipse, em 1498, série de 15 gravuras, editada em livro. Dentre elas;  Os quatro cavaleiros, Morte, Guerra, Fome e Peste. A Grande Fortuna, de 1501 / 1502, A Queda do Homem em 1504, obra onde assinou seu nome completo.
 
 
 
Os quatro Cavaleiros do Apocalípse - 1498
Morte, Guerra, Fome e Peste.
 
 
A queda do Homem - 1504
Adão e Eva
 
 
 
gravura - Melancolia - 1514
 
Obs: Aqui  na gravura Melancolia aparece um quadro mágico de quarta ordem
 que se acredita ser o primeiro a aparecer na arte européia.
Veja o link de um PPS  sobre o quadro logo abaixo que está colocado no Recanto das letras.

http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/3651127

 
 
Pouco depois de inaugurar sua oficina, Dürer teve como cliente especial, Frederico III da Saxônia, e sob encomenda realizou o Políptico da Sete Dores. Trabalhou também nas primeiras cenas da Grande Paixão. Executou onze gravuras da Sagrada Família e de vários Santos. Em cerca de 1504/1505 executou dezessete ilustrações da Vida da Virgem.
 
 
Adoração dos Reis Magos
 
 
Apóstolo Filipe
 
 
 
Altar piece Jabach - 1503
 
 
 
Adoração da Santa Trindade - 1511
 
 
Adão e Eva
 
 
Dürer também trabalhou em cobre, porque rendia mais dinheiro do que as xilogravuras, e produziu uma grande quantidade de Madonas, personagens bíblicos ou santos, nus mitológicos, grupos de pessoas comuns e muitas sátiras de pessoas.
 
 
 
 
Seus Últimos Anos
 
 
 
Dürer iniciou uma série de figuras religiosas. Muitos esboços e desenhos preliminares sobreviveram mas não as grandes pinturas. Isto se deve em parte ao declínio de sua saude e também por causa do tempo gasto na preparação de seus trabalhos teóricos de geometris e perspectiva, proporções e fortificações trabalhando duramente nesses projetos para produzir suas obras. Criou ainda: Um retrato de Hieronymus, a Madona e o menino, dois painéis mostrando os quatro apóstolos São joão com São Pedro ao fundo e São Paulo com São Marcos ao funso. Diversas gravuras em cobre, retratos e livros publicados ainda em vida: instrução para medição à regua e ao compasso, em 1525 e Tratado sobre fortificações de 1527. Quatro livros sobre as proporções humanas foram publicados após a sua morte, em 1528. Faleceu com a idade de 56 anos. Sepultado em Nuremberg, Baviera na Alemanha.
 
 
Os quatro apóstolos
 
 
Madona e o Menino - 1516
 
 
Retrato de Oswolt Krel
 
 
 
Maria
 
 
São Jerõnimo
 
 
 
Elsbeth Tucher
 
 
 
Interessante  - O Caso do Rinoceronte
 
 
xilogravura de um rinoceronte - 1515
 
 

O caso deste desenho é extremamente curioso. Dürer jamais viu um rinoceronte ao vivo. Não era comum aparecerem rinocerontes na Europa, mas em 1515 o rei Manuel I de Portugal havia trazido um da Índia (assim como um elefante), e a notícia causou grande impacto. Os dois animais foram enviados de Lisboa para Roma, de navio, como presente para o papa Leão X, mas o navio com o rinoceronte afundou, e o animal morreu. Dürer realizou seu desenho baseado em um esboço feito por um português, conseguindo apesar disso dar à figura uma aparência real, viva, tridimensional.
 
 O desenho não representa de modo totalmente correto o animal. Dürer, baseando-se em sua fonte, desenhou o corpo do animal como se fosse coberto por placas duras (um tipo de armadura) e colocou nas costas do rinoceronte um pequeno chifre que aponta para a frente, que não existe. O serrilhado na parte de trás do animal também não existe, as patas são um pouco diferentes, não possuem escamas, etc. Apesar disso, o desenho é extraordinário, e foi reproduzido como se fosse uma autêntica representação do rinoceronte, até o século XIX.
 
 
 
 
Dürerhaus - Casa de Dürer em Nuremberg
 
 
 
Conclusão
 
Dürer foi considerado pela crítica que a força da sua obra reside mais no seu trabalho de desenhista e gravador do que propriamente de pintor.Enquanto seus desenhos transmitem monumentalidade às figuras, sua pintura é fruto de um trabalho esforçado e minucioso do que de gênio espontâneo. Refletindo nelas seu interesse que sempre manifestou pela forma, pela geometria e pelas proporções matemáticas.
 
 
* * * * *
 
 
 
 
Vídeos:
 
( Para complementar o texto  acima )
 
 
http://youtu.be/3ypwx88-1rs   Parte 1  Durer
 
 
http://youtu.be/KrOJhsUQnc8 Parte 2  Dürer
 
 
 
 
 
* * *
 
 
 
 
 
 
 
Qualquer pergunta ou dúvida, por e-mail, ok?
Obrigada, NVP.
 
 
 
 
 
Créditos:
Texto e compilações: Nídia Vargas Potsch
Arte, Formatação : Auber Fioravante Jr.
 

Bibliografia: 
1
) Apostilas do Colégio Pedro II - (Organizada pelas Profas. de Artes Visuais do Colégio, onde me incluo) 
2) História Mundial da Arte - O Renascimento - Bertrand Editora. Vol 3

3) Arte Comentada - Carol Strickland, Ph. D

4) Para entender a Arte - Robert Cumming - Ed. Ática.

5) Dürer - ArtBook - Ed. Dorling Kindersley


Fontes: 
Consultas e Fontes: Wkipédia. 
Imagens e textos auxiliares do Google.
Videos - Youtube

 
 
 
 
 
 
Créditos
 
Misted Imagem: Banco de Dados Google
Texto & Arte
Auber Fioravante Júnior
Musica Wav do Renascimento

 

VOLTAR