As Cruzadas

Introdução


 

A expressão "Cruzada" não era conhecida nem mesmo foi usada durante o período dos conflitos. Na Europa, eram usados termos como, por exemplo "Guerra Santa" e Peregrinação para fazerem referência ao movimento de tentativa de tomar a "terra santa" dos muçulmanos.

Como é de conhecimento geral, as  Cruzadas foram uma série de expedições à Síria e a Palestina, esta ultima denominada Terra Santa.

 

As Cruzadas foram tropas ocidentais enviadas à Palestina para recuperarem a liberdade de acesso dos cristãos à Jerusalém. A guerra pela Terra Santa, como a Palestina era chamada pelos cristãos, que durou do século XI ao XIV, foi iniciada logo após o domínio dos turcos seljúcidas sobre esta região considerada sagrada para os cristãos. Após domínio da região, os turcos passaram a impedir ferozmente a peregrinação dos europeus, através da captura e do assassinato de muitos peregrinos que visitavam o local unicamente pela fé.
 



MAPAS:

Caminho percorrido pelos cruzados

Mapa da Primeira Cruzada

 

     

Armas e trajes dos cruzados

 

Porém, sabe-se que a Europa feudal estava super povoada e portanto a realização destas cruzadas teve o objetivo de conquistar novas terras para novos feudos e também eliminar parte da faminta população que cada vez mais crescia.


A organização:


Em 1095. o Papa Urbano II, em desacordo com este impedimento, para lutarem pela nobre causa convocou um grande número de fiéis para iniciarem uma Cruzada. Muitos camponeses foram combater iludidos pelas promessas de ganhos espirituais e recompensas materiais, compromissos com os quais a Igreja não arcou. E muitos deles perderam a vida neste combate porque foi um fracasso total.

Pedro o Eremita, mostrando o caminho para Jerusalém

Papa Urbano II

Cruzado em combate

O nome cruzadas surgiu em virtude da CRUZ que os expedicionários usavam no peito e nas bandeiras.

Após este fracasso foi criada então a Ordem dos Cavaleiros Templários, que foram importantes combatentes nas cruzadas que se seguiram. Os Cavaleiros Templários foram um desenvolvimento natural das Cruzadas da Idade Média.

 

     

Templário - traje                                 Cavaleiro Templário

 

        

Proteção do capacete                             Escudo triangular

 

Depois da derrota na 1ª Cruzada, outro exército ocidental, comandado pelos franceses, invadiu o oriente para lutar pela mesma causa. Seus soldados usavam, como emblema, o sinal da cruz costurado sobre seus uniformes de batalha. Sob liderança de Godofredo de Bulhão, estes guerreiros massacraram os turcos durante o combate e tomaram Jerusalém, permitindo novamente livre para acesso aos peregrinos.

Outros confrontos deste tipo ocorreram, porém, somente a sexta edição (1228-1229) ocorreu de forma pacífica. As demais só serviram para prejudicar o relacionamento religioso entre ocidente e oriente.

Embora não tenham sido bem sucedidas, a ponto de até crianças terem feito parte e morrido por este tipo de luta, estes combates atraíram grandes reis como Ricardo I, também chamado de Ricardo Coração de Leão, e Luís IX.

 

Ricardo - Coração de Leão

 

Os Equipamentos do Cavaleiro
 

-O Cavaleiro poderia ter até 3 cavalos, 1 escudeiro, mais um quarto cavalo, de acordo com a decisão do Grão-mestre. - 1 capacete de cota de malha
- Proteção para as pernas, no início era de aniagem, posteriormente de cota de malha.
- 1 capacete ou chapéu leve cobrindo o auto da cabeça.
- Pedaços de armadura para proteger os ombros e os pés
- Escudo triangular, cujos lados eram ligeiramente curvos
- Espada, lança, clava turca
- 3 facas: 1 punhal a esquerda do cinto, 1 faca de bolso e 1 faca muito curta com lâmina comprida
 

A espada

As espadas dos Cavaleiros do Templo sofreram as influências bélicas da época. Suas formas eram simples, pois como dizia a Regra, nenhum luxo nem vaidade, poderia ser usada pelos Templários.

 

Traje

Consequências:

As Cruzadas proporcionaram também o renascimento do comércio na Europa. Muitos cavaleiros, ao retornarem do Oriente, saqueavam cidades e montavam pequenas feiras nas rotas comerciais. Houve, portanto, um importante reaquecimento da economia no Ocidente. Estes guerreiros inseriram também novos conhecimentos, originários do Oriente, na Europa, através da influente sabedoria dos sarracenos. Não podemos deixar de lembrar que as Cruzadas aumentaram as tensões e hostilidades entre cristãos e muçulmanos na Idade Média. Mesmo após o fim das Cruzadas, este clima tenso entre os integrantes destas duas religiões continuou. Já no aspecto cultural, as Cruzadas favoreceram o desenvolvimento de um tipo de literatura voltado para as guerras e grandes feitos heróicos. Muitos contos de cavalaria tiveram como tema principal estes conflitos.

 

      

Imagem                                               Matança de Judeus

     

Concílio de Clermont                                      Iluminura

 

Resumindo:

-Incentivo ao comércio entre Ocidente e Oriente.
-Desenvolvimento das navegações.
-Renascimento urbano devido ao comércio.
-Morte de milhares de pessoas com as lutas e pestes.
-Enormes gastos dos nobres com as campanhas.
-Muitos servos foram obrigados a abandonar os feudos para lutar nas cruzadas.
 

Vestimentas

Durante aproximadamente duzentos anos, houve um fluxo quase continuo de reis, príncipes, nobres, cavaleiros, clérigos, e gente do povo, da Inglaterra, da França, da Alemanha, da Espanha e da Itália para a Ásia Menor. Ostensivamente, essas migrações tinham fins religiosos, levando consigo, como já dissemos, muitos aventureiros, cujo objetivo era explorar. Assassinos e ladrões, viajavam para a Terra Santa e roubavam, pilhavam e violavam mulheres.

 

Jerusalém no tempo das Cruzadas

 

Os mulçumanos, devotos e respeitadores da Lei, cuja cultura era superior à da Europa, na época, ficavam chocados com a conduta desses ‘ cristãos’. Era de se esperar que protegessem as suas famílias e propriedades desses saqueadores religiosos. Assim, por sua vez. Matavam os peregrinos ou os expulsavam. Sem duvida, muitos peregrinos inocentes perderam a vida por causa da reputação criada pela conduta de alguns de seus companheiros. Os povos não-cristãos do Oriente Próximo não podiam distinguir os peregrinos que tinham nobres propósitos daqueles cujos objetivos eram perversos.

 

Tomada de Jerusalém - 1099

 

Esquemas das Cruzadas:

Primeira Cruzada (1096 - 1099)

Foi comandada por Godofredo de Bulhão.
Participaram 250 mil cruzados.
Conquistaram Jerusalém e outros Estados menores dos Turcos.
Em 1187 os Turcos reconquistaram Jerusalém.

 

Segunda Cruzada (1147 - 1148)


Organizada por Luis VII da França e Conrado III da Alemanha.
Esta cruzada não teve êxito. Não houveram conquistas significativas.


Terceira Cruzada (1189 - 1192)

Conhecida como “Cruzada dos Reis”, pois os reis Filipe Augusto (França),
Ricardo Coração de Leão (Inglaterra) e
Frederico Barba-Roxa (Sacro-Império) lutaram unidos nesta cruzada.
A Cruzada do Reis recebeu o apoio do papa Inocêncio III.
Barba-Roxa lutou e venceu os muçulmanos, mas morreu em seguida.
Coração de Leão tornou-se amigo do sultão Saladino e Jerusalém manteve-se em poder dos turcos.

Quarta Cruzada (1202 - 1204)

Liderada por Balduíno de Flandres, chegou a Constantinopla, mas desistiu de seguir até Jerusalém. Não atingiu seus objetivos.
 

Sexta Cruzada (1228 - 1229)

Liderada por Frederico II que conquistou Jerusalém recebendo o título de “rei de Jerusalém”. Mas, a cidade foi reconquistada pelos muçulmanos em 1234.


A Cruzada das Crianças

Acreditava-se que por serem puras (sem pecados), as crianças seriam compensadas por Deus. Porém em sua maioria acabaram sendo vendidas como escravas. e morrendo.

 

    

Cruzados                                                                       Tomada de Tiro

                       

          Tomada de Antióquia                       Balduíno de Bolonha - JRobert Fleury - 1098

 

 

Doriléa - 1024                                                       Embate entre turcos e cristãos

 

Entrada em Constantinopla - Delacroix

 

Conclusão:

Nenhuma das cruzadas obteve o sucesso esperado e após dois séculos foram abandonadas.
 

O Último Cruzado
Carl Fredrich Lessing ( 1808-1880)

 

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Vídeo: As Cruzadas
( 8.40 min )
http://youtu.be/JaeiNsspdkU
 

Tempos Cruzados...
Nídia Vargas Potsch


O Tempo está mergulhado no Ser,
Em córregos velozes circundando a anima.
A todo instante aparecem falsas promessas
De sedução, de fortuna, do desdizer da ilusão,
Porque o Tempo, esse carrasco indomável,
Permanece imutável, flui por inteiro, continuamente...
Enquanto o Homem, sempre busca, sempre está à procura
De algo bem maior, arrebatador, que o faça sentir-se
Protagonista da própria História...
E a Jornada da Vida tem suas armadilhas, seus segredos,
Dá sempre voltas e mais voltas; e, seus embates
E combates acirrados seja por que motivo for,
são sempre concluídos à revelia do Herói...
Finda com o Eu num existencial inquirir:
Haverá, afinal, contemplativa eternidade
Ou será apenas um clichê?


@Mensageir@
Rio, Agôsto /2011

 

 

 

Créditos:
Texto e compilações: Nídia Vargas Potsch
Arte e Molduras: Joice Guimarães

Música: Harry Gregson - Williams Burning - The Past
Imagens: Google.
Vídeos: Youtube

Bibliografia:
1) Apostilas do Colégio Pedro II - (Organizada pelas Profas. de Artes Visuais do Colégio, onde me incluo)
2) História Mundial da Arte - Bertrand Editora. Vol 2
3) Arte Comentada - Caril Stricklasnd, Ph.D. - Ediouro.
4) Hist. Geral da Arte - Id. Média - H.W. janson - Martins Fontes / SP.

Fontes:
www.planetaeducacao.com.br
Consultas e Fontes: Wkipédia.
Imagens e textos auxiliares do Google.
Video - Youtube

 

 

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